Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Lula faz pronunciamento à nação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontou a recuperação de estradas ferrovias, portos e aeroportos como a grande boa notícia de 2005. Em pronunciamento feito em cadeia de rádio e televisão, Lula disse que, neste ano, o governo vai aumentar recursos disponíveis para investimento em infra-estrutura. (Leia Mais)

Domingo, 02 de Janeiro de 2005 às 20:32, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apontou a recuperação de estradas ferrovias, portos e aeroportos como a grande boa notícia de 2005. Em pronunciamento feito em cadeia de rádio e televisão, Lula disse que, neste ano, o governo vai aumentar recursos disponíveis para investimento em infra-estrutura. Em 2005, os recursos para investimentos do Orçamento Geral da União somarão R$ 21 bilhões, a maior parte destinada à infra-estrutura.

O aumento das exportações e geração de emprego foram os destaques citados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em cadeia de rádio e TV, durante o ano de 2004. Lula citou mais de 35 missões encabeçadas por ele mesmo ao longo de 2003 e 2004, para levar ao mundo a marca brasileira. O resultado foram os recordes alcançados pelas exportações brasileiras ao longo do ano que passou.

Foi graças ao incremento das exportações e ao controle das contas, segundo Lula, que o país conseguiu, em 2004, recobrar o fôlego e encerrar o ano com mais de 5% de crescimento econômico, frente a uma projeção inicial de 3,5%.

- Atrair recursos internacionais para o nosso país, mais do que nunca, era fundamental. E a melhor maneira de conseguir isso no curto prazo era aumentando as exportações, o que ajudaria também na criação de empregos - disse.

Foi graças também à retomada da produção interna, lembrou Lula, que "depois de muitos anos, o Brasil, ao invés de desemprego, começou finalmente a dar inicio a um novo ciclo de contratações, criando, somente em 2004, quase 2 milhões de novos empregos com carteira assinada, o que não acontecia há mais de 10 anos".

Confira a seguir a íntegra do pronunciamento que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fez em cadeia de rádio e TV na noite deste domingo.

- Meus amigos e minhas amigas,
família brasileira,

Como já fiz outras vezes, venho nesse momento, mais uma vez, conversar um pouco com vocês sobre o nosso país, um pouco sobre o ano que passou e, sobretudo, sobre as nossas expectativas para o ano novo que está começando. Sempre tive o hábito de fazer uma espécie de balanço todo final de ano e como presidente quero também fazer isso com vocês. Para começar, acho que é sempre bom olhar um pouco para trás e observar com atenção o caminho que já percorremos, lembrando, inclusive, das dificuldades que enfrentamos, das nossas lutas pessoais e profissionais, dos sofrimentos que porventura tivemos, dos erros que comentemos, para que possamos valorizar mais as coisas boas que aconteceram e, sobretudo, as nossas conquistas.

Quero começar falando um pouco do ano de 2002, ano em que os nossos empresários não conseguiam crédito no exterior, tamanha era a desconfiança que o mundo tinha sobre nosso país. Esse foi um ano difícil, mas, ao mesmo tempo, muito importante para o Brasil. Afinal, foi em 2002, diante de um momento extremamente complicado para a nossa economia, de um desemprego que só aumentava e da ameaça concreta da volta da inflação que o povo brasileiro decidiu apostar na mudança e na busca de um novo caminho para o nosso país. E esses momentos de decisão são sempre difíceis e delicados. Afinal, mudar sempre significa um risco. Um risco necessário, importante, mas sempre um risco. E se a mudança não der certo? Mudar, portanto, significa sempre um ato de coragem e de ousadia.

2003 eu diria que foi o ano da paciência. Para colocar o Brasil nos trilhos e retomar o tão sonhado crescimento econômico era preciso tomar algumas medidas duras, amargas até. Sem dúvida, foi um ano de muito sacrifício para o governo e para todos os brasileiros. Mas não havia outra alternativa. As coisas no Brasil vinham de um jeito que ou se arrumava a economia de uma vez, reduzindo os gastos do país drasticamente ou não conseguiríamos, adiante, fazer as mudanças e as reformas que pretendíamos durante os anos seguintes.
O nosso governo, consciente das responsabilidades assumidas com seu povo, não hesitou em fazer o que precisav

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