Rio de Janeiro, 16 de Maio de 2026

Lula faz críticas às elites e diz que anda de 'cabeça erguida'

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na tarde desta sexta-feira, que anda de cabeça erguida e entre os "180 milhões de brasileiros, não há homem ou mulher" com moral suficiente para lhe dar lições de ética. (Leia Mais)

Sexta, 22 de Julho de 2005 às 14:44, por: CdB

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na tarde desta sexta-feira, que anda de cabeça erguida e entre os "180 milhões de brasileiros, não há homem ou mulher" com moral suficiente para lhe dar lições de ética. Em seu discurso, durante a cerimônia de posse do novo presidente da Petrobras, José Grabrielli, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) - Zona Norte do Rio - Lula foi taxativo:

- Sou filho de pai e mãe analfabetos. O único legado que me deixaram é andar de cabeça erguida. Não vai ser a elite brasileira que vai me fazer baixar a cabeça.

Na cerimônia, Lula disse também que o povo não pode ser "vítima" da "pequenez" do embate político. O presidente também reclamou daqueles que prevêem mais tempos difíceis para o Brasil.

- Tem pessoas que visualizam a desgraça, quando não há - disse.

Durante a inauguração do Complexo Tecnológico de Medicamentos da Fiocruz, o ministro da Saúde, Saraiva Felipe, afirmou que a crise política não deverá ser um empecilho na administração pública.

- Uma coisa são as instituições democráticas funcionando. E outra coisa é a necessidade de o país prosseguir com as suas políticas de governo, com as atividades normais na administração. Se uma coisa contaminar a outra, o povo sofrerá duplamente - afirmou.

O ministro pontuou ainda a reforma ministerial como tentativa da atual gestão ampliar a governabilidade:

- A eficácia política e a busca de um governo com participação maior de força política, no meu entendimento, ajuda a superar a crise.

O complexo da Fiocruz, comprado pela iniciativa privada em 2004, recebeu investimentos de US$ 6 milhões ao anexar a fábrica Glaxo Smith Kline. Este ano serão produzidas 5 bilhões de unidades farmacêuticas. A expectativa é que este número chegue a 10 bilhões, em 2006.

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