Presidente da República, Lula preparou um discurso à nação, pronunciado às 20h de quinta-feira, no qual ressalta as conquistas do país em 2007 e as perspectivas para 2008. O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que participou de uma reunião da equipe de coordenação política do governo, disse que "o presidente falará sobre economia, o crescimento do Brasil, as perspectivas e o extraordinário momento em que o Brasil vive. Ele quis fazer um pronunciamento dividindo com todos os brasileiros as alegrias que tem tido com o desempenho do país. Na realidade, vai ser um presente para os brasileiros", disse o ministro.
Sobre as perspectivas para o próximo ano, Múcio informou que o governo ainda sente os impactos da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Ele, no entanto, afirmou que a área econômica está estudando como suprirá a perda de R$ 40 bilhões na arrecadação do próximo ano. Segundo Múcio, Lula comprometeu-se a cortar gastos e não tratou de possíveis aumentos de tributos durante a reunião.
- Não se fala nisso, época de Natal não é época de se falar de imposto - explicou.
Perguntado sobre a negociação que o governo fez com o Senado durante a votação da CPMF, o ministro disse que o governo ainda está avaliando a conduta do Palácio do Planalto com os partidos políticos, mas Múcio ressaltou que a derrota não é só do governo.
- Ao avaliar, com calma, aquela preocupação do embate político, do embate partidário, você vê que a coisa (o impacto do fim da CPMF) é mais profunda - disse.
O ministro avaliou que a solução para a perda de receitas da CPMF exigirá o comprometimento de todas as forças políticas e da própria sociedade.
- O governo tem capacidade de superar o problema com ajuda do Congresso e da própria sociedade - destacou.
Na reunião, estavam presentes os ministros da Casa Civil, Dilma Rousseff; da Fazenda, Guido Mantega; o secretário-geral da Presidência da República, Luiz Dulci; da secretária de Comunicação, Franklin Martins, e da Justiça, Tarso Genro.