O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em Gana que o Brasil está interessado não só em aumentar suas exportações, mas também suas importações.
- No nosso governo, defendemos uma relação comercial como uma via de duas mãos. Nós não queremos ter um comércio em que apenas o Brasil leve vantagem. Queremos um comércio equilibrado, onde vamos comprar e também promover associações entre os empresários - disse.
O presidente também deu uma resposta aos críticos que cobram resultados rápidos na promoção do comércio exterior:
- Muitas vezes quando viajamos a um país na África, as pessoas no Brasil ficam inquietas, querendo saber o que vendemos ou que compramos. Não é possível vendermos ou comprarmos tão rápido. Comércio exterior é como plantar uma árvore. Temos que arar a terra, colocar a semente e esperar para podermos nos sentar à sombra e degustarmos os frutos.
Doação
O presidente Lula participou da inauguração da Câmara de Comércio Brasil-Gana no encerramento da sua visita ao país, que foi a terceira etapa de sua viagem à África. Ele destacou a importância do acordo assinado na terça-feira, autorizando a criação de uma linha aérea entre os dois países:
- Sempre me surpreende que, para vir a Gana, o brasileiro tenha que passar primeiro por Paris ou que, para ir ao Brasil, o ganense tenha que passar primeiro por Londres. Não podemos ter mais essa triangulação.
No ano passado, o Brasil exportou cerca de US$ 120 milhões a Gana, mas importou apenas cerca de US$ 500 mil do país. Depois da visita a Gana, o presidente Lula parte para a Guiné Bissau, onde terá encontros com as lideranças do país e fará um comunicado conjunto.
O Brasil vai doar US$ 500 mil para a reestruturação das Forças Armadas de Guiné Bissau, que está passando por um momento de instabilidade. Em seguida, o presidente segue ainda nesta quarta-feira para o Senegal, onde, na quinta-feira, termina a visita a cinco países africanos.