Rio de Janeiro, 01 de Maio de 2026

Lula exalta economia, mas não cita ministro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu exaltar os dados positivos da economia a fazer uma defesa direta do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, alvo de denúncias e de críticas de colegas no primeiro escalão do governo e de denúncias de ex-assessores. (Leia Mais)

Quarta, 16 de Novembro de 2005 às 10:31, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva preferiu exaltar os dados positivos da economia a fazer uma defesa direta do ministro da Fazenda, Antonio Palocci, alvo de denúncias e de críticas de colegas no primeiro escalão do governo e de denúncias de ex-assessores.

- Nós estamos com uma base sólida para este país deixar de ser eternamente um país emergente e se transformar num país definitivamente grande e desenvolvido - afirmou o presidente durante discurso na 3a Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação.

A expectativa era de que o presidente fizesse uma defesa enfática do seu principal auxiliar, sobretudo após críticas feitas pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à política econômica. As divergências dentro do governo abriram caminho para que a oposição partisse para cima do ministro, principal auxiliar de Lula, que deve buscar a reeleição no próximo ano.

Nesse cenário, o presidente fez um apelo à reflexão durante a parte final de seu discurso. Pediu que o bom momento do país não seja contaminado pelo interesse eleitoral e criticou o comportamento de lideranças "medíocres" do passado de só pensar o país de quatro em quatro anos.

- Ano eleitoral é sempre um ano muito delicado no Brasil. Mesmo porque o Brasil sempre foi pensado de quatro em quatro anos. O Brasil nunca foi pensado para 20 anos ou para 30 anos. É um país que é pensado apenas de quatro em quatro anos. E a nação fica tão medíocre quanto os dirigentes que a dirigiram - enfatizou.

Em depoimento à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Palocci prestou esclarecimentos sobre o possível envolvimento do ministro, um dos principais coordenadores da campanha de Lula em 2002, na utilização de recursos do caixa dois do Partido dos Trabalhadores, na disputa presidencial daquele ano. Há, ainda, dúvidas quanto ao suposto envolvimento de Palocci em irregularidades cometidas por ex-assessores seus quando era prefeito de Ribeirão Preto. Ele vem sofrendo pressões desde que Rogério Buratti, que foi seu secretário de governo, denunciou um suposto esquema de propinas na prefeitura.

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