Os servidores públicos federais, que se preparam para cruzar os braços nesta terça (08/04) contra a Reforma da Previdência, podem ter um motivo a mais de descontentamento: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve decidir hoje por um reajuste salarial de 1% para o funcionalismo. A proposta encaminhada para o Palácio do Planalto pelo Ministério do Planejamento prevê um aumento linear retroativo a janeiro e uma gratificação para categorias que não tiveram aumentos diferenciados ou foram beneficiadas apenas com pequenos reajustes no período 2001-2002. "O reajuste será anunciado na quarta-feira. Existem várias hipóteses em estudo", disse ontem o ministro do Planejamento, Guido Mantega. O governo deve reunir os sindicalistas na quarta-feira para anunciar o aumento. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União (Sindilegis), Ezequiel Nascimento, informações extra-oficiais que circulam entre os sindicatos indicam que a gratificação seria um abono de R$ 50 para todas as categorias que não tiveram reajuste nos últimos anos. Além do reajuste de 1%, o governo vinha estudando outras duas possibilidades: aumento de 4%, descontados os reajustes concedidos a algumas categorias entre 2001 e 2002, ou reajuste linear de 2,35% para todos os servidores. No Orçamento deste ano, está previsto R$ 1,1 bilhão para a recomposição dos salários dos servidores federais. "Seria muito melhor para o governo Lula deixar os 2,35% ou os 4%, porque essa já era uma intenção do governo anterior e que veio pronta no Orçamento. Agora, 1% é uma proposta burra. Isso é criação nova deste governo", criticou Nascimento. Segundo ele, se o reajuste de 1% se confirmar, haverá uma reação geral a favor de greves pelo país.
Lula estuda reajuste de 1% para funcionalismo
Segunda, 07 de Abril de 2003 às 07:50, por: CdB