O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou nesta sexta-feira a visita de três dias a Paris, onde participou de eventos do Ano do Brasil na França. Os compromissos oficiais começaram às 8h35, quando ele tomou café da manhã com primeiro-ministro francês, Dominique de Villepin, no Palácio de Matignon.
No início da tarde, após uma reunião de trabalho com o presidente Jacques Chirac, no Palácio Eliseu, Lula assinou acordo com o governo francês para a construção de ponte sobre o rio Oiapoque, que ligará o Amapá à Guiana Francesa.
Também foram assinados acordos de cooperação no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Quioto e na área da aeronáutica militar; e protocolo de intenções sobre biocombustíveis e tecnologia espacial e suas aplicações na indústria.
Em seguida, ainda no Palácio Eliseu, Lula foi homenageado com um almoço oferecido por Jacques Chirac. O último compromisso do presidente brasileiro na capital francesa foi uma visita à exposição "Alberto Santos Dumont: J'ai navigué dan I'ais", montada no Museu do Ar e do Espaço, onde vai conhecer uma réplica do aeroplano 14 Bis. Logo depois, deixou a cidade com destino a Brasília.
Acompanharam Lula na viagem a Paris os ministros Luiz Dulci, da Secretaria-geral da Presidência; Tarso Genro, da Educação; Luiz Fernando Furlan, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Celso Amorim, das Relações Exteriores; Dilma Rousseff, da Casa Civil, e Gilberto Gil, da Cultura.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva evitou mais uma vez mencionar a crise política provocada por acusações de corrupção contra seu governo durante a visita de três dias a Paris, na qual se dedicou unicamente a defender os interesses do Brasil no exterior.
-Cuidarei dos problemas do Brasil com muito prazer quando voltar ao Brasil - limitou-se a declarar depois de um encontro, nesta sexta-feira, com seu colega francês, Jacques Chirac.
Muito popular apesar da crise interna, o presidente brasileiro não quis fazer comentários durante esta viagem, quando pôde comprovar o apreço que sentem por ele os dirigentes franceses.
-Nós, presidentes, não temos o costume de falar de nossos problemas internos quando nos reunimos - limitou-se a declarar Chirac.