Em conversas pontuais entre o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, e a ex-secretária de Estado Madeleine Albright, a representante do presidente eleito dos EUA, Barack Obama, a revisão dos parâmetros que ordenam o mercado financeiro mundial foi um dos pontos de convergência entre os dois países. Obama apóia uma resposta conjunta à crise financeira global e está pronto para trabalhar com os países do G20 para melhorar o sistema financeiro assim que assumir a Presidência.
"O presidente eleito acredita que a cúpula de líderes das maiores economias do mundo é uma importante oportunidade para buscar uma resposta coordenada para a crise financeira global" disseram Albright e o ex-congressista Jim Leach, em comunicado liberado após a reunião dos chefes de Estado do G20.
Albright e Leach foram designados por Obama para se reunirem com as autoridades estrangeiras paralelamente à reunião internacional.
"Nós também comunicamos a determinação do presidente eleito Obama de continuar trabalhando em conjunto nesses desafios após ele assumir a Presidência", disseram eles.
Obama, que ocupará o lugar do presidente norte-americano George W. Bush no dia 20 de janeiro, permaneceu em sua casa em Chicago, enquanto Bush recebeu presidentes e primeiros-ministros dos países mais desenvolvidos do mundo e das economias emergentes. Embora tenha manifestado apoio à reunião de cúpula, Obama disse que não deve haver dúvidas sobre o fato de que os Estados Unidos têm apenas um presidente no momento.
Albright, uma democrata que trabalhou para a administração do ex-presidente Bill Clinton, e Leach, um republicano, relataram que além de autoridades brasileiras, reuniram-se com representantes da Argentina, Austrália, Canadá, China, Comissão Européia, Alemanha, Índia, Itália, Japão, México, Rússia, Coréia do Sul, Turquia, Reino Unido e com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-Moon. Eles conversaram por telefone com membros da delegação francesa.