O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, lançaram na segunda-feira a pedra fundamental de um projeto petroquímico conjunto da Braskem, a maior petroquímica brasileira, e da estatal venezuelana Pequiven, com investimento total de US$ 3 bilhões.
São duas fábricas que vão produzir resinas termoplásticas, como polipropileno, polietilenos e outros derivados, a partir do gás natural extraído do Caribe.
As unidades ficam no complexo petroquímico José, na cidade de Barcelona, no Estado de Anzuátegui, no norte da Venezuela, a 300 quilômetros da capital, Caracas.
A produção de polipropileno começa em 2009, e a unidade de derivados de eteno começa a produzir em 2011.
O presidente Lula disse que "durante décadas" a riqueza natural da região foi levada para fora e que agora se abria a oportunidade de que ela servisse ao desenvolvimento dos próprios países sul-americanos.
Ele lamentou que o projeto tenha demorado a sair do papel.
- Às vezes as coisas demoram mais do que nós gostariamos que demorassem. Às vezes, entre a vontade politica e a possibilidade de realização de um projeto, há um prazo maior -, afirmou Lula.
- Este projeto será de irmão a irmão, 50% e 50%, mas como está em território venezuelano, teremos o gerenciamento estratégico do negócio. Nossa prioridade é o mercado nacional -, afirmou Chávez no discurso.
Mas o diretor da Braskem, Alexandrino de Alencar, disse que nos próximos anos a maior parte da produção será destinada aos Estados Unidos, porque o mercado doméstico venezuelano ainda é muito pequeno.
Apesar disso, o presidente venezuelano fez um discurso anti-americano, e disse que o novo projeto deve impulsionar o desenvolvimento do país.
O presidente Lula "cobrou" da Braskem um investimento semelhante também na Bolívia, que já havia sido mencionada na visita do presidente Evo Morales a Brasília, em fevereiro.
O presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, disse que a empresa vai esperar para ver como fica a relação entre a Petrobras e a YPFB.
- O capital acompanha a racionalidade econômica -, afirmou.
Segundo Grubisich, para que o projeto seja viável o fluxo de gás no gasoduto Brasil-Bolívia precisa ser de no mínimo 35 milhões de metros cúbicos ao dia. O volume atual é de 30 milhões de metros cúbicos ao dia.
Além de Lula e Chávez, participaram da cerimônia os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, que pegou carona no avião presidencial brasileiro.
De Barcelona, o presidente Lula seguiu para Ilha Margarita, onde participa nesta terça e quarta-feira da cúpula de energia da comunidade sul-americana.
Lula e Chávez lançam projeto petroquímico
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, lançaram a pedra fundamental de um projeto petroquímico conjunto da Braskem, a maior petroquímica brasileira, e da estatal venezuelana Pequiven, com investimento total de US$ 3 bilhões. De Barcelona, o presidente Lula seguiu para Ilha Margarita, onde participa nesta terça-feira da cúpula de energia da comunidade sul-americana. (Leia Mais)
Terça, 17 de Abril de 2007 às 09:26, por: CdB