O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, em Nova York, que o embargo do governo equatoriano às obras da empresa brasileira Odebrecht ainda não o preocupa no âmbito das relações entre Brasil e Equador. Lula preferiu evitar especulações e disse que o assunto está sendo tratado pelo Ministério das Relações Exteriores.
- Se aconteceu um problema entre uma empresa brasileira e um país vizinho, nós vamos encontrar uma solução. Obviamente, vou esperar que o Itamaraty faça tudo o que tem que fazer e quando chegar a hora de falar com o Rafael [Corrêa, presidente do Equador], eu falarei. Não tenho dúvida que vamos encontrar um acordo - disse.
O ministro equatoriano de Setores Estratégicos, Derlis Palacios, afirmou que o embargo dos bens da construtora brasileira significa a “expulsão” da empresa do Equador. O chanceler brasileiro, Celso Amorim, disse que o governo está dando a devida proteção à Odebrecht.
Ao comentar novamente a crise financeira mundial, o presidente cobrou a criação de um mecanismo de proteção para que os países pobres não sejam vítimas de uma “ciranda financeira ou de um cassino financeiro que inventaram nos Estados Unidos”.
Segundo ele, a discussão deverá ser intensificada daqui para frente.
- Não é justo que as pessoas pobres que não ganharam dinheiro com especulação sejam vítimas da especulação - afirmou, referindo-se às hipotecas de alto risco que causaram a crise nos Estados Unidos, chamadas de subprime.
Ainda hoje, Lula vai participar de uma reunião sobre a crise financeira em Nova York.