Rio de Janeiro, 23 de Fevereiro de 2026

Lula diz que privatização de rodovias muda história dos leilões

O leilão de concessão de rodovias federais à iniciativa privada foi uma atitude acertada e arrojada do governo e que “muda a história dos leilões no Brasil”, disse nesta segunda-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente.(Leia Mais)

Segunda, 15 de Outubro de 2007 às 09:24, por: CdB

O leilão de concessão de rodovias federais à iniciativa privada foi uma atitude acertada e arrojada do governo e que “muda a história dos leilões no Brasil”, disse nesta segunda-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu programa semanal de rádio, Café com o Presidente. Mais uma vez, ele criticou as privatizações feitas nos governos passados.

— O que aconteceu foi uma demonstração inequívoca de acerto e arrojo do governo em mudar os critérios das privatizações — afirmou.

Durante o leilão, realizado quinta-feira passada, o governo concedeu sete trechos de rodovias federais para empresas privadas. Foi registrado deságio de até 65% sobre o valor das tarifas de pedágio por trechos definidos, que serão pagos pelos usuários a partir de meados do ano que vem.

Para Lula, o leilão é demonstração inequívoca da redução do valor do pedágio a cada 100 quilômetros, em comparação ao leilão feito no passado. O primeiro leilão foi realizado em 1995, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

— Isso, eu acho que muda a história dos leilões no Brasil para efeito de concessão das estradas — acrescentou.

O presidente chegou a comparar o pedágio cobrado na Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro e foi concedida em 1996, ao que será cobrado na Fernão Dias, que liga a capital paulista a Belo Horizonte.

— O grande ganhador é o motorista que vai pagar o pedágio, porque ele vai perceber que não é possível na Dutra, ele pagar R$ 7,00, e na Fernão Dias, ele pagar R$ 0,99. Ele vai perceber que há uma diferença e vai começar a cobrar. O governo, seja federal ou estadual, vai ter que sempre trabalhar mais, tentando atingir a perfeição para que o usuário seja o beneficiado —completou.

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