Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Lula diz que Múcio terá "tarefa complicada" em Secretaria

Ao empossar, na segunda-feira, o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou a atuação de José Múcio (PTB-PE) como deputado e ex-líder do governo na Câmara. Em discurso no Palácio do Planalto, ressaltou que ele terá mais trabalho, já que a tarefa de articulador político exige dedicação integral. José Múcio (PTB-PE) voltou a afirmar que está assumindo a pasta com “profundo senso de responsabilidade” e dará continuidade ao diálogo permanente com todas as forças políticas do país, dentre elas, prefeitos e governadores e parlamentares. (Leia Mais)

Segunda, 26 de Novembro de 2007 às 20:04, por: CdB

Ao empossar, na segunda-feira, o novo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva elogiou a atuação de José Múcio (PTB-PE) como deputado e ex-líder do governo na Câmara. Em discurso no Palácio do Planalto, ressaltou que ele terá mais trabalho, já que a tarefa de articulador político exige dedicação integral.

— Essa é uma função difícil. É uma tarefa complicada. Já tivemos cinco pessoas que passaram por essa pasta. É um ministério onde o exercício da política é 24 horas por dia. Você vai ter que conversar com prefeitos, governadores, deputados, senadores, empresários —, disse Lula.

Na cerimônia de posse, o presidente também elogiou o Congresso Nacional.

— Eu não sei se existe no mundo um Parlamento mais compreensivo do que o nosso, mesmo com as divergências. Nós não tivemos, eu diria, dificuldades insuperáveis para votar nenhum projeto importante que o governo mandou. De vez em quando, uma divergência parece uma guerra, mas uma divergência é própria de uma Casa que tem 513 deputados e 81 senadores. Evidentemente, não pode haver consenso e unanimidade toda hora. É próprio da relação do governo com o Poder Legislativo que haja contradições e divergências. E por isso é que estamos preparados para resolver esses problemas, por mais difíceis que eles sejam —, disse.

José Múcio assume a Secretaria em substituição a Walfrido dos Mares Guia (PTB-MG), que deixou a pasta na última quinta-feira, após a apresentação de denúncia ao Supremo Tribunal Federal, pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, contra o deputado pernambucano e outras 14 pessoas, por suposto envolvimento em esquema de arrecadação ilegal de recursos para a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo de Minas Gerais. Azeredo, que hoje é senador, e o empresário Marcos Valério de Souza também foram denunciados.

O presidente Lula disse que Walfrido dos Mares Guia deixou a pasta porque se sentiu "magoado" por não ter tido a oportunidade de ser ouvido pela Justiça.

— A saída de Walfrido se deve ao fato de que ele se sentiu, eu diria, magoado. Ou seja, ele foi indiciado por um processo que corria na Justiça há quase nove anos e a mágoa dele é que ele não foi ouvido em nenhum momento nesse processo. Walfrido preferiu tomar a atitude de pedir afastamento porque entendeu que é muito melhor ele se defender fora do governo. E eu espero que ele consiga o intento de que seja julgado logo e possa provar inocência —, afirmou.

CPMF

José Múcio (PTB-PE) voltou a afirmar que está assumindo a pasta com “profundo senso de responsabilidade” e dará continuidade ao diálogo permanente com todas as forças políticas do país, dentre elas, prefeitos e governadores e parlamentares. Afirmou também que aprovar a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) é dever de todos.

— Ao continuar a participar de vossa equipe [do presidente Luiz Inácio Lula da Silva], agora como ministro, agradeço pela confiança em mim renovada. Desejo contribuir ao lado dos demais ministros com a implementação  da agenda de desenvolvimento de seu governo —, disse Múcio, que até então era líder do governo na Câmara.

Sobre a possibilidade de o presidente Lula atuar mais ativamente junto a senadores pela prorrogação CPMF, José Múcio respondeu que essa é uma tarefa de todos.

— A CPMF, todos precisamos entrar em campo. Acho que é uma matéria do país, da sociedade. Não é uma matéria de partidos políticos, de quem é contra ou a favor do governo. Você pode até ser contra o governo, mas você não pode ser contra o país —, disse.
 
E negou que o fato de o presidente estar disposto a trabalhar pela aprovação dessa matéria demonstre fragilidade na coordenação política do governo.

— Não acho, em hipótese nenhuma. Se o presidente está disposto, como ele diz que vai trabalhar, ele sabe, como gestor do país, da respons

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