Rio de Janeiro, 20 de Fevereiro de 2026

Lula diz que mantém confiança em Mares Guia

Quinta, 27 de Setembro de 2007 às 16:22, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que mantém sua confiança no ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia. A afirmação foi feita por conta das denúncias veiculadas na imprensa sobre suposto envolvimento do ministro em um esquema de arrecadação ilegal de recursos em Minas Gerais. Lula disse ainda que se Mares Guia tivesse dúvidas sobre seu comportamento, já teria pedido demissão.

— Eu não considero ninguém inocente e ninguém culpado. A minha tese é que todos são inocentes até que se prove o contrário. O Walfrido tem me dito reiteradas vezes que se ele tivesse um milímetro de dúvida das coisas que ele fez, ele já teria me entregue o cargo. Para isso, ele merece minha confiança total —, afirmou, depois de almoçar com o presidente do Cazaquistão, no Palácio do Itamaraty.

Lula defendeu ainda que sejam realizadas investigações sobre o caso.
 
— Vamos fazer o que tiver que ser feito. Todo mundo sabe que neste país ninguém está a salvo de investigações a medida em que haja dúvidas. Tem problema, tem denúncia, investiga —, disse.

Questionado sobre o que fará caso o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, apresente denúncia conta Mares Guia, o presidente respondeu que não pode trabalhar levando em conta suposições.
 
— Eu não posso fazer política se acontecer isso ou se acontecer aquilo. Tem que fazer política em cima de coisa concreta. Vamos aguardar o que vai acontecer —, explicou.

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais é acusado de ter participado de um esquema de financiamento ilegal de campanha, conhecido como "mensalão mineiro”. Reportagens divulgadas na imprensa informam que Mares Guia emprestou montante de R$ 511 mil, em 2002, ao ex-governador de Minas Gerais, Eduardo Azeredo, hoje senador pelo PSBD.

O dinheiro teria sido usado para quitar dívida do tucano com seu coordenador financeiro na campanha de 1998. Ainda segundo as reportagens, a despesa não constam na prestação de contas da campanha, o que seria considerado "caixa 2".

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