Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Lula diz que impulso para reforma financeira pode perder força

Sexta, 06 de Novembro de 2009 às 10:07, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação nesta quinta-feira que o leve avanço na economia mundial poderá prejudicar o impulso para uma reforma do sistema financeiro, aumentando o risco de uma crise mais profunda.

– Os pequenos sinais de progresso na economia podem criar impedimentos para que possamos realizar reformas profundas sem as quais a humanidade corre o risco de retornar de forma mais grave à crise –, disse Lula após receber da instituição Chatham House um prêmio de estadista do ano.

Ele defendeu a adoção de mecanismos de regulação mais efetivos, o fim dos paraísos fiscais, um esforço maior para lutar contra o protecionismo e a conclusão da Rodada de Doha.

Lula disse que as instituições multilaterais nascidas depois da Segunda Guerra Mundial não eram mais adequadas à nova geografia econômica e política do século 21.

– As instituições de Bretton Woods só agora estão começando a ser remodeladas. Mas estão se movimentando muito lentamente. Elas fracassaram porque não previram e evitaram a severa crise que atingiu toda a humanidade –, ele disse.

O rigor com que o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial trataram os países pobres foi diferente da complacência e indulgência que mostraram às nações desenvolvidas, disse Lula.

Lula defendeu a ampliação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e disse que o Brasil e outros países deveriam ganhar um assento permanente.

Apesar de o país ter descoberto novas reservas de petróleo em seu litoral --que poderiam torná-lo um grande exportador--, Lula disse que a riqueza do petróleo "será distribuída aos brasileiros do amanhã", prometendo investir os recursos na educação e na pesquisa científica.

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