Em discurso no centro de convensões Minascentro, nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou das barreiras alfandegárias impostas por países desenvolvidos e garantiu que seguirá insistindo na criação de um fundo mundial para o combate à pobreza. Em seguida, o presidente almoçou com o primeiro-ministro da Noruega, Kjell Magne Bondevik, o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Enrique Iglesias, e o governador do Estado de Minas Gerais, Aécio Neves da Cunha, no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro. Muito aplaudido após o discurso, Lula relembrou seu encontro com o presidente americano George W. Bush, mês passado, durante o qual defendeu que o desenvolvimento para todos é a única fórmula capaz de derrotar a pobreza e resgatar a dignidade na América Latina e no mundo. Para se atingir este objetivo, segundo o presidente, é necessário integrar fisicamente os países. - Aqui na América Latina, é um político ou um governante brasileiro falar da necessidade da integração. Não tem um político no Brasil, nesses últimos 100 anos que não tenha usado a palavra integração - disse Lula. - A integração da América do Sul tem que ser uma prática, porque integração pressupõe estradas, pontes, portos e aerportos, hidrovias e foi mais um assunto no meu encontro com o presidente Bush. Eu disse a ele: 'Se o mundo deseja combater o terrorismo, o narcotráfico, e quer viver em tranquilidade, a resposta para isso se chama desenvolvimento - afirmou. Antes da palavra do presidente, em um discurso também bastante aplaudido, o primeiro-ministro norueguês Kjell Bondevik, fez rasgados elogios a Lula. Ele começou lembrando seus oito anos de idade, quando ficou fascinado ao ver Pelé, Didi, Vavá e Garrincha vencer a Copa do Mundo de 1958, em seu país. Ao se referir ao presidente brasileiro, Bondevik ressaltou que Lula "ganhou o maior número de votos em uma eleição democrática já realizada em qualquer parte do mundo". As questões sociais que o país enfrenta, no entanto, foram classificadas de "um imenso desafio" a ser enfrentado pelo atual governo.
Lula diz que continuará lutando por um fundo mundial de combate à pobreza
Em discurso no centro de convensões Minascentro, nesta quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou das barreiras alfandegárias impostas por países desenvolvidos e garantiu que seguirá insistindo na criação de um fundo mundial para o combate à pobreza. (Leia Mais)
Quinta, 03 de Julho de 2003 às 15:06, por: CdB