O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ao presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, que vai enfrentar a "briga" contra a Aids junto com ele. "É uma guerra duradoura, prolongada, que precisa de muita educação, de muita informação para que as pessoas se conscientizem."
"Vamos fazer esforços para arrumar parceiros e montar essa fábrica de remédios", afirmou o presidente durante visita a pacientes com Aids do Hospital Central de Maputo.
"Não estamos falando de uma quantia absurda, que os países não possam se juntar e financiar. Quero dizer ao presidente Joaquim Chissano que vamos enfrentar essa briga juntos."
O presidente participou, na manhã desta quinta-feira, da entrega simbólica de medicamentos a pacientes com o vírus HIV. A doação de remédios para cem pacientes durante um ano faz parte de um acordo fechado com o governo moçambicano que prevê a construção de uma fábrica de remédios contra a Aids com tecnologia brasileira, que deve custar US$ 23 milhões. "É preciso fazer muito mais", disse Lula, lembrando que 320 mil pessoas precisam desses medicamentos.
No mesmo local estava o ministro da Saúde, Humberto Costa, que voltou a criticar a lei de patentes brasileira adotada em 1996. "Adotamos uma lei mais realista que o rei, uma lei de patentes que favoreceu mais a indústria farmacêutica do que os próprios acordos da OMC."