O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta que uma de suas preocupações à frente do governo é não frustrar as perspectivas e os sonhos da juventude brasileira, "que ao longo de muitos anos foi tratada como um segmento de segunda categoria".
Ao visitar os soldados que integram o projeto Soldado Cidadão, no quartel do 32° Grupo de Artilharia de Campanha, em Brasília, Lula convocou toda a sociedade para ajudar o governo a fazer com que os jovens não percam a expectativa de ter um emprego.
Ele elogiou o projeto "Soldado Cidadão", lançado este ano, e disse que ações como essa podem resultar em muitas outras experiências bem sucedidas na sociedade brasileira.
- Ao lançar o projeto, queríamos combinar duas coisas necessárias para a formação do ser humano: o aprendizado e a disciplina - explicou.
Ele anunciou que este ano, além da implementação do Soldado Cidadão, o governo fez duas outras coisas importantes para a juventude brasileira: o Programa Universidade para Todos (ProUni) e a elaboração do projeto que vai incentivar jovens a concluírem o segundo grau, que deve ser aprovado em breve no Congresso Nacional.
O ProUni reserva a partir do próximo ano um percentual de vagas das universidades privadas para bolsas aos estudantes carentes, negros e indígenas em troca dos benefícios fiscais para essas instituições.
Lula destacou que, muitas vezes, o jovem não tem emprego por falta de oportunidade.
- Não tem cidadão perdido definitivamente. Na hora que aparece uma oportunidade, o ser humano se recupera e vai para frente - afirmou.
Lula destacou, ao final de seu discurso, que o Brasil dos sonhos não será construído se as pessoas não aprenderem a gostar do País. Ele ressaltou a importância da paz para construir uma nação forte e soberana.
- A paz queremos com fervor, a guerra só nos causa dor, porém, se a pátria amada for um dia ultrajada, lutaremos sem temor - afirmou, referindo-se à "Canção do Exército".
Segundo ele, "esse é o lema que precisa predominar na nossa cabeça, se quisermos construir uma nação forte, soberana, respeitada e com homens e mulheres bem formados e bem mais brasileiros do que as gerações anteriores".