Rio de Janeiro, 10 de Maio de 2026

Lula desqualifica ataques de Serra

"Uma campanha não é um desfile de moda; é uma disputa eleitoral, como se fosse uma partida de futebol. É irmão contra irmão que faz falta, faz pênalti, marca gol contra o time do irmão". Assim reagiu o candidato do PT à Presidência da República, neste sábado, após conhecer os ataques do adversário tucano, José Serra, veiculados no horário eleitoral gratuito. Serra usou o depoimento de Renata Covas, filha do ex-governador Mário Covas. Ela atribuiu ao presidente do PT, deputado José Dirceu, a responsabilidade pelas agressões sofridas por seu pai, em manifestação na capital paulista. (Leia Mais)

Sábado, 21 de Setembro de 2002 às 14:08, por: CdB

Candidato do PT à Presidência, Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado que não se surpreendeu com os ataques dos adversários políticos que vem sofrendo nos últimos dias. "Uma campanha não é um desfile de moda; é uma disputa eleitoral, como se fosse uma partida de futebol. É irmão contra irmão que faz falta, faz pênalti, marca gol contra o time do irmão." Lula disse que manterá a estratégia de campanha até o dia 6, sem alterações e independente das oscilações das pesquisas, mas criticou o uso delas para gerar especulação no mercado. "Tenho dito que pesquisa não é minha preocupação, nem quando sobe, nem quando desce. As pesquisas vão sendo utilizadas para que nossos pesquisadores, as pessoas que estão fazendo a campanha, saibam onde têm de aprimorar e se temos deficiências. Particularmente, não estou preocupado". Lula cobrou dos outros presidenciáveis que mantenham o nível elevado da campanha e entende que esse momento não represente um problema em relação a possíveis aliados, se for eleito. "Não espero nenhuma condescendência dos meus adversários. A única coisa que defendo, com unhas e dentes, é que uma campanha tem de ter um certo teor ético, um certo teor de seriedade e um nível elevado. Depois das eleições é outra história." Indagado sobre a possibilidade de, se eleito, não conseguir formar maioria parlamentar, ele reiterou que negociará com o Legislativo. "O Congresso nunca foi obstáculo para nenhum governo. Basta ter um bom líder de governo, uma boa relação com as lideranças dos vários partidos e que o governo respeite o Legislativo como poder autônomo." Lula discursou, no início da tarde, para cerca de 20 mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, no Parque Halfeld. Em seguida, participaria de um almoço com o governador mineiro Itamar Franco na casa de um secretário de Estado.

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