Rio de Janeiro, 12 de Outubro de 2026

Lula descarta reforma ministerial e garante que Temporão fica

Terça, 18 de Novembro de 2008 às 16:55, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou na terça-feira qualquer reforma ministerial em seu governo até 2010 e enviou um recado ao PMDB dizendo que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, é cota sua.

Após almoço no Itamaraty com o presidente da Indonésia, Lula afirmou que só fará mudança no governo se algum ministro quiser se candidatar em 2010.

O PMDB vinha manifestando nos bastidores interesse em assumir mais ministérios - a pasta da Justiça chegou a ser ventilada -, e também estava em rota de colisão com o ministro da Saúde.

Semana passada, Temporão acusou a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), cujo presidente foi indicado pela bancada do PMDB na Câmara, de envolvimento em corrupção, o que gerou revolta no partido. Alguns deputados chegaram a considerar a idéia de propor a troca de Temporão por outro nome do PMDB.

- O Temporão é meu ministro, ele fica - disse Lula sobre o titular da Saúde.

Na Câmara, o ministro das Relações Institucionais, José Múcio, garantiu que os problemas entre Temporão e o PMDB foram solucionados. O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que a bancada desistiu de fazer nota de repúdio às declarações de Temporão.

- Todo mundo se entendeu e isso é bom - disse Múcio a jornalistas.

- (O caso da) Funasa também está resolvido e tudo permanece como está - acrescentou o ministro.

Lula descartou problemas com o PMDB, o principal aliado na base de apoio do governo, e disse que deseja uma reunião com lideranças do partido para que tudo fique claro.

- O PMDB tem prestado um serviço importante para as pastas que dirige - afirmou.

Além do conflito com Temporão e supostas pretensões ministeriais, o PMDB também deseja a presidência das duas casas do Congresso, o que contraria o presidente, que gostaria de ver Tião Viana (PT-AC) na presidência do Senado.

Lula evitou polemizar o assunto, atribuindo a competência ao Congresso.

- Eu não posso dar palpite num problema que é do Congresso Nacional - disse ele.

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