- Eu acho que o Congresso não foi grosseiro, porque a nota do Congresso pede a compreensão apenas - disse Lula, ao voltar de um jantar com o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh.
Na quinta-feira, Chávez disse que o Congresso brasileiro é um "papagaio que repete o que diz Washington" - depois que o Senado em Brasília aprovou um requerimento pedindo que o presidente venezuelano autorizasse a RCTV a voltar a funcionar.
O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, também tratou de colocar panos quentes na troca de declarações entre Chávez, Lula e o Congresso.
- Para nós, isso é um incidente que fica por aqui. Nós não acreditamos que tenham sido violadas as regras básicas das instituições democráticas (na Venezuela. Para nós, não há interesse em esquentar o assunto. As parcerias entre Brasil e Venezuela na América do Sul são importantes para justificar um apaziguamento.
Etanol
O secretário procurou ainda amenizar as críticas de Chávez à iniciativa americana de incentivar a fabricação de etanol, que muitos argumentam atingir indiretamente o Brasil, já que os dois países anunciaram planos de operações conjuntas.
- O Chávez acabou se desdizendo ao confirmar um acordo de compra de US$ 300 milhões de etanol do Brasil - disse, referindo-se a um acordo feito na reunião do venezuelano com Lula na Ilha Margarita, na Venezuela, em abril deste ano.
Garcia afirmou que o Brasil tem inclusive planos de estabelecer uma produção de etanol na Venezuela. Para ele, as críticas - endossadas também pelo presidente cubano, Fidel Castro, e por ambientalistas europeus - são resultado do "desconhecimento do programa brasileiro".
- Houve uma politização do tema. Não vamos fazer dos biocombustíveis combustível político.