Rio de Janeiro, 24 de Outubro de 2026

Lula critica política protecionista dos EUA

O encontro de cúpula que tem início em Genebra, a partir desta segunda-feira, na tentativa de se chegar a um concenso entre países ricos e pobres conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que espera uma “nova chance (para os pobres) no cenário internacional” com o êxito da Rodada de Doha. (Leia Mais)

Domingo, 20 de Julho de 2008 às 10:43, por: CdB

O encontro de cúpula que tem início em Genebra, a partir desta segunda-feira, na tentativa de se chegar a um concenso entre países ricos e pobres conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que espera uma “nova chance (para os pobres) no cenário internacional” com o êxito da Rodada de Doha. Ele também voltou a defender a redução dos subsídios agrícolas nos países ricos para facilitar a entrada de nações subdesenvolvidas e emergentes nos mercados norte-americano e europeu.

Lula, no entanto, protesta contra a política protecionista dos EUA, que querem aumentar os subsídios que pagam a seus produtores de US$8 milhões para US$13 milhões.

- Eles (países ricos) querem que nós flexibilizemos sua entrada na nossa produção industrial. Nós até podemos flexibilizar, mas isso não pode afetar o nosso desenvolvimento - disse o presidente.

O posicionamento é o mesmo do chanceler Celso Amorim que pediu, durante as negociações, mais ambição dos países em desenvolvimento que compõem o G20 e outros blocos.

Em encontro com o presidente colombiano Álvaro Uribe, neste fim de semana Lula destacou que “o êxito da rodada é fundamental para o desenvolvimento dos países e para evitar uma recaída protecionista de parte de alguns países desenvolvidos”.

O presidente criticou ainda a alta do petróleo no mercado internacional, o que, segundo ele, representou um incremento de 30% nos custos da produção agrícola. Ele defendeu também os biocombustíveis como trunfo do país para enfrentar os desafios deste momento. Sem detalhar como, ele mostrou a intenção de firmar parceria com a Colômbia sobre “formas alternativas de energia”.

- Eu posso mostrar à Colômbia a vantagem dos biocombustíveis em relação à renda, à independência (do petróleo) e à preservação ambiental - disse.

Uribe respondeu que “o Brasil ensinou a Colômbia a produzir etanol” e que hoje o seu país produz 2 milhões de litros de etanol e biodiesel por dia.

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