Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Lula critica poder de veto no Conselho de Segurança da ONU

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira, diante de representantes dos 22 países da Liga Árabe, mudanças na Organização das Nações Unidas (ONU) e criticou o poder de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança.(Leia Mais)

Terça, 09 de Dezembro de 2003 às 14:20, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira, diante de representantes dos 22 países da Liga Árabe, mudanças na Organização das Nações Unidas (ONU) e criticou o poder de veto dos membros permanentes do Conselho de Segurança.

Lula afirmou que é preciso fazer a ONU funcionar como o mais importante organismo multilateral.

— E se é o mais importante, e se todos queremos viver em harmonia, não é possível que alguns sejam mais importantes e tenham direito a veto em coisas que a maioria aprova no Conselho de Segurança — disse o presidente.

No discurso o presidente aprofundou os temas que vem discutindo ao longo da viagem. O presidente já tinha defendido a necessidade de se alterar a geografia econômica do mundo. Na Liga Árabe, defendeu uma alteração na "geografia política e comercial" do mundo.

Lula também defendeu claramente a alteração da estrutura da ONU, com a inclusão de mais membros permanentes no Conselho de Segurança. O presidente também reforçou a candidatura do Brasil para um eventual posto no Conselho.

— Não tenho dúvidas de que o Brasil fará a sua parte.


O presidente deixou claro que acredita ser necessária a união entre os países em desenvolvimento e os países pobres para que eles possam mudar sua situação econômica.

— Se não, nós continuaremos a ser eternamente países em vias de desenvolvimento. Outros continuarão a ser países eternamente pobres, enquanto apenas uma minoria é considerada a parte rica do planeta Terra — disse Lula.


Foi a primeira vez que um presidente latino-americano discursou na Liga Árabe. Em mais de uma ocasião, observadores classificaram como histórica a presença de Lula diante dos representantes da entidade.

A visita também é o ponto mais frutífero para a articulação de uma cúpula entre o mundo árabe e os países sul-americanos que o Brasil está planeja para o segundo semestre de 2004.

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