O PDT deverá se incorporar à coalizão de partidos que passará a governar o país no segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O partido poderá integrar o conselho político, caso aceite o convite formulado por Lula à direção da legenda, nesta terça-feira. A tendência da agremiação fundada pelo socialista Leonel de Moura Brizola é aceitá-lo, segundo o presidente do partido, Carlos Lupi.
- A reunião com o presidente foi um reencontro. Retomamos o fio da história comum ao PDT e ao PT e às nossas lutas - afirmou Lupi a jornalistas depois de audiência no Palácio do Planalto.
Na disputa presidencial, o PDT lançou o senador Cristovam Buarque (DF) como candidato, que obteve menos de 3% dos votos válidos, e manteve oficialmente posição de independência no segundo turno. A decisão de apoiar o governo Lula será formalizada na próxima semana em executiva do PDT. Segundo o presidente da legenda, Lula comprometeu se a não apresentar nenhuma proposta de reforma da previdência pública. Esta era uma exigência do partido para apoiar o governo.
- Lula disse que pretende melhorar a arrecadação e a eficiência do sistema, mas não passa pela sua cabeça retirar direitos dos trabalhadores - declarou.
O PDT elegeu 27 deputados e terá cinco senadores na próxima legislatura, três dos quais rejeitavam acordo com o governo: Cristovam Buarque, Jefferson Peres (AM) e Osmar Dias (PR).
- Como a tendência da maioria é de apoiar a coalizão, teremos de analisar nossa posição. Particularmente, acho muito difícil não cumprir uma decisão do partido - disse Osmar Dias, que também participou da audiência.
Com a adesão do PDT, passam a ser seis os partidos na coalizão proposta por Lula, que já inclui PT, PMDB, PSB, PCdoB e PRB. O presidente também terá apoio de PTB, PL e PP. A assessoria do Planalto não confirmou um encontro que Lula planejava ter nesta terça-feira com a direção do PV.