Rio de Janeiro, 05 de Novembro de 2026

Lula conhece planos de construção do submarino nuclear

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, na terça-feira, conheceu o estágio atual das pesquisas brasileiras para a construção do submarino de propulsão nuclear. (Leia Mais)

Terça, 22 de Janeiro de 2008 às 07:32, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em reunião com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, na terça-feira, conheceu o estágio atual das pesquisas brasileiras para a construção do submarino de propulsão nuclear. Os planos foram apresentados pelo comandante da Marinha, Júlio Soares de Moura Neto. Este projeto, uma vez realizado, tem o poder de colocar o país no seleto clube das nações que dispõe de armamento nuclear de última geração.

Segundo comentou o general de Exército Alberto Cardoso, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, criador da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e da Secretaria Nacional Antidrogas, em recente entrevista ao jornalista Leandro Mazzini, do Jornal do Brasil, o país precisa ficar atento ao problema do sucateamento das Forças Armadas. Para o militar, "a situação é crítica".

– A situação é crítica, mas não irremediável, por uma só razão: a preparação básica do pessoal é de muito boa qualidade. Isso cria massa crítica de capacitação para absorção rápida e criativa de novos materiais. Nesse ponto, deve-se alongar a conversa para o aspecto muito importante da obtenção desses materiais. A importação pura e simples de equipamento, a par de ser cara, mantém o Brasil dependente da disponibilidade para fornecimento imediato e das simpatias e humores do país controlador das exportações, no momento da compra inicial e, subseqüentemente, das peças e acessórios de reposição. Os regimes internacionais de controle das vendas de material de emprego militar ou dual estão cada vez mais rigorosos. A solução definitiva é comprar aqui. Se não houver, desenvolver aqui – disse.

Ainda segundo o general Cardoso, as três Forças têm trabalhado no limite de suas possibilidades.

– Não há como afirmar que esta ou aquela Força seja a mais afetada. Isso corresponderia a aceitar que as Forças Armadas possam ser vistas como (indevidamente, ainda há quem as chame) forças singulares. Se o Exército estiver deficiente em veículos blindados, não será ele o afetado, mas o conjunto que compõe com Marinha e Força Aérea. De que valeria, para fins de dissuasão, ter uma armada poderosa se não houvesse caças em condições de defender o espaço aéreo sobre ela? Ou dispor de aviação, mas não de artilharia antiaérea para compor o conjunto da defesa aérea? As três Forças carecem de modernização. A prioridade de investimentos é a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico, "desde ontem". O domínio de tecnologia de material de emprego bélico é o grande diferencial na construção da dissuasão de natureza militar. Quando se comenta desanimadamente sobre o enorme e crescente hiato tecnológico frente aos países centrais, como empecilho para esse tipo de dissuasão, costumo sugerir uma visão de futuro que contemple o domínio de certas tecnologias que permitam às Forças Armadas ajudarem o país a ser dissuasor, ao invés da clássica "diminuir o gap tecnológico". Um exemplo: o submarino a propulsão nuclear - concluiu.

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