O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou nesta segunda-feira a dura e árdua tarefa de fazer uma reforma ministerial visando a governabilidade, após a derrota histórica na Câmara dos Deputados. Lula enfrentará um clima de crise política com a oposição, que reclama muito do tratamento dado pelos petistas, principalmente os atuais ministros.
Adiada desde novembro, a reforma para consolidar o chamado governo de coalizão deverá ocorrer no momento em que Lula aumentou a dependência dos aliados para recompor a base de sustentação no Congresso e solidificar acordos para a reeleição.
Lula se reúne à tarde, no Palácio do Planalto, com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o senador José Sarney (PMDB-AP). Com a eleição de Severino Cavalcanti (PP-PE) para presidir a Câmara, Renan é tido pelo governo como mais confiável e fator estabilizador no Congresso. Sarney é aliado de Lula desde 2002. Para a sobrevivência política do clã no Maranhão, Sarney quer que a filha Roseana se torne ministra.
Com a simpatia de Renan, Romero Jucá (RR) é o nome mais forte da bancada do PMDB no Senado para substituir Amir Lando (Previdência). Após José Borba (PR) ter perdido a liderança do PMDB na Câmara para o oposicionista Saraiva Felipe (MG), o ministro Eunício Oliveira (Comunicações) perdeu força. Renan e Sarney tentam segurá-lo no cargo com o argumento de que precisam fortalecer a ala governista e não enfraquecê-la. Um cenário é dar a Roseana a pasta dele e mudá-lo para outra.
O nome petista para a Coordenação Política é o do ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (SP). Tem bom trânsito na Câmara, é ligado ao ministro José Dirceu (Casa Civil) e poderia abandonar a disputa com Aloizio Mercadante (SP) pela candidatura ao governo paulista.
A favor de Aldo, pesam o prestígio junto a Lula e o temor do presidente de que o PT queira a articulação política para honrar compromissos assumidos pelo partido com aliados e que não foram cumpridos. Exemplos: promessas de cargos, verbas públicas e até ajuda de campanha.
Lula começa a negociar reforma ministerial
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva retomou nesta segunda-feira a dura e árdua tarefa de fazer uma reforma ministerial visando a governabilidade, após a derrota histórica na Câmara dos Deputados. Lula enfrentará um clima de crise política com a oposição, que reclama muito do tratamento dado pelos petistas, principalmente os atuais ministros. (Leia Mais)
Segunda, 28 de Fevereiro de 2005 às 07:13, por: CdB