Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2026

Lula cita seu passado de 'pau-de-arara'

Lula arrancou aplausos da platéia, nesta segunda-feira, ao citar seu passado "pau-de-arara" durante uma cerimônia com empresários indianos em Nova Déli. Ao enfatizar que não há empecilhos para a concretização das parcerias entre Índia e Brasil, Lula pediu "que não me dêem a desculpa da distância". - Antigamente se viajavam meses para chegar a algum lugar. Hoje, se viajam horas. O presidente da Petrobras disse que viajou 19 horas e chegou cansado aqui. Eu viajei da minha terra natal a São Paulo durante 13 dias num pau-de-arara e não cheguei cansado - brincou Lula. (Leia Mais)

Segunda, 04 de Junho de 2007 às 08:06, por: CdB

Lula arrancou aplausos da platéia, nesta segunda-feira, ao citar seu passado "pau-de-arara" durante uma cerimônia com empresários indianos em Nova Déli. Ao enfatizar que não há empecilhos para a concretização das parcerias entre Índia e Brasil, Lula pediu "que não me dêem a desculpa da distância".

- Antigamente se viajavam meses para chegar a algum lugar. Hoje, se viajam horas. O presidente da Petrobras disse que viajou 19 horas e chegou cansado aqui. Eu viajei da minha terra natal a São Paulo durante 13 dias num pau-de-arara e não cheguei cansado - brincou Lula.

O presidente ainda citou o comércio português da era colonial, que conectava tanto Brasil como Índia, como exemplo de que "não existe tanta distância", e novamente provocou risos entre os empresários.

O presidente retomou o tom de seriedade logo depois.

- O crescimento econômico e a solução para o empobrecimento do nosso povo, que é herança recebida de séculos, só poderão terminar quando assumirmos a responsabilidade de que não há tempo a perder - alertou.

Numa referência à Rodada Doha de liberalização do comércio mundial, o presidente disse que espera fazer uma "rodada do desenvolvimento".

- Estamos empenhados em desmontar os subsídios agrícolas e as barreiras que destroem seu comércio e penalizam os países mais pobres - afirmou.

Acordos bilaterais

Pela manhã, Lula e o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, assinaram sete acordos em diversas áreas de cooperação. Os acordos tratam de questões alfandegárias, cooperação áudio-visual, utilização de imagens de satélite e intercâmbio acadêmico.

Há também memorandos de entendimento para criar um fórum de presidentes de empresas brasileiras e indianas para permitir à Petrobras e à estatal indiana a exploração conjunta de petróleo no Brasil, na Índia e em terceiros países. O outro memorando de entendimento é entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e o equivalente instituto de pesquisa indiano.

Em seguida, Lula participou de uma cerimônia em homenagem a Mahatma Gandhi e, calçando chinelos e meias emprestadas, percorreu jardins e depositou flores no memorial dedicado ao líder indiano. Visivelmente emocionado, Lula disse que Gandhi havia servido de inspiração à sua vida política.

- Desde que li o livro de Gandhi ele passou a ser minha inspiração para a política - revelou.

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