Rio de Janeiro, 17 de Outubro de 2026

Lula chega aos EUA com discurso contra a crise financeira mundial

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou, nesta segunda-feira, sua estada em Nova York, onde chegou por volta das 2h desta segunda-feira (hora local). Ele se hospeda no hotel Waldorf Astoria até quinta-feira. (Leia Mais)

Segunda, 22 de Setembro de 2008 às 08:38, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou, nesta segunda-feira, sua estada em Nova York, onde chegou por volta das 2h desta segunda-feira (hora local). Ele se hospeda no hotel Waldorf Astoria até quinta-feira. Entre os compromissos do presidente está o discurso na abertura da 63ª reunião da Assembléia-geral da Organização das Nações Unidas, no qual abordará a crise financeira que atingiu os Estados Unidos e se alastra pelo mundo. O presidente preferiu não conversar com os jornalistas ao chegar ao hotel.

Integram a comitiva de Lula o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, o secretário-geral da presidência Luiz Dulcci, e o assessor especial da presidência, Marco Aurélio Garcia. O primeiro compromisso foi agendado para às onze horas, na abertura da campanha Brasil Sensacional no hotel New York Palace. O objetivo da campanha é divulgar o Brasil no exterior para tentar aumentar o fluxo de turistas no país. O presidente cumpre uma extensa agenda em Nova York, assim como Celso Amorim que marcou para às 14h45 desta segunda-feira um encontro com a Condoleezza Rice.

Em seu pronunciamento, na abertura da reunião da ONU, o presidente brasileiro lembrará que aquele é o espaço legítimo para esta discussão porque a "euforia irresponsável" dos especuladores do passado é que levou ao "naufrágio financeiro" que ameaça o conjunto da economia mundial. Lula vai ressaltar a necessidade de o tema passar a ser tratado politicamente, com uma ação efetiva dos governantes que estão no centro da crise, para que se possa combater a desordem econômica mundial, com soluções globalizadas, tomadas sem imposições em espaços multilaterais legítimos.

A crise financeira mundial também será tratada na reunião organizada pelos britânicos, na ONU, com a presença dos chefes de Estado do Brasil, da China, da Índia, Austrália e do Reino Unido, além de representantes do Fundo Monetário Nacional (FMI). Nos compromissos de presidente não estão previstos encontros reservados com o presidente George W. Bush, embora eles se encontrem na cerimônia de abertura da ONU, nem com os dois candidatos à Casa Branca, o republicano John McCain, nem o democrata Barack Obama.

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