A Cúpula Extraordinária das Américas, em Monterrey, no México, será aberta oficialmente às 17h30 desta segunda-feira (hora local, 21h30 em Brasília) com a participação de 34 chefes de governo (presidentes e primeiros-ministros) dos países do continente americano.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou à cidade de Monterrey com um pequeno atraso na manhã desta segunda-feira e já começou a cumprir uma agenda cheia antes da abertura do evento.
Ele deve ter encontros com o presidente do México, Vicente Fox, com o peruano Alejandro Toledo, o venezuelano Hugo Chávez e o equatoriano Lucio Gutiérrez.
Depois de participar da abertura da cúpula e da primeira sessão de trabalho, Lula tem reunião com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, antes de seguir para o jantar com todos os presidentes e primeiros-ministros, oferecido pelo anfitrião Vicente Fox. Na terça-feira, Lula se reune com Alvaro Uribe, presidente da Colômbia.
Conversas bi-laterais
Como o presidente Lula, diversos chefes de Estado têm uma agenda cheia de reuniões bilaterais.
Esses encontros são apontados por analistas e diplomatas como os eventos mais importantes em uma cúpula como essa, que em geral produz documentos de poucos efeitos práticos ou compromissos objetivos.
- As declarações de intenções políticas que saem destas reuniões são importantes, mas também é essencial a oportunidade para que os diferentes líderes dos países americanos possam fazer seus contatos e discutir questões de interesse de seus países - disse a coordenadora executiva da unidade para promoção da democracia da Organização dos Estados Americanos (OEA), Elizabeth Spehar.
Ela observa que 14 chefes de governo, entre eles o presidente Lula, estão vindo pela primeira vez a uma Cúpula das Américas, porque ainda não estavam no poder em 2001, quando aconteceu o último encontro, em Miami.
Democracia
A cúpula extraordinária foi convocada este ano para discutir temas de desenvolvimento econômico, desenvolvimento social, combate à pobreza, promoção da democracia e combate à corrupção.
"Estamos vendo como aspectos não econômicos nem comerciais têm uma importância essencial no desenvolvimento e são estes assuntos que vão guiar nosso trabalhos", disse o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, César Gaviria.
Mas no fim das contas o tema que acabou dominando os dias de preparação para o encontro foi a Área de Livre Comércio das Américas (Alca).
Países como os Estados Unidos, Canadá, México e Chile querem que o assunto seja contemplado na declaração final da Cúpula, enquanto Brasil e Venezuela se opõem à idéia.
Os 34 líderes do continente tem uma reunião de trabalho na segunda-feira e outras duas na terça-feira.
Uma entrevista coletiva conjunta deve encerrar o evento às 16h (hora local, 20h em Brasília) da terça-feira.
Segurança
Um grande esquema de segurança foi montado em Monterrey para a Cúpula das Américas.
As ruas ao redor dos locais onde haverá atividades - a Arena de Monterrey e a Pinacoteca - foram fechadas e milhares de policiais foram destacados para fazer a segurança dos governantes, funcionários e jornalistas que chegaram à cidade de mais de três milhões de habitantes.
Também as ruas ao redor dos principais hotéis de Monterrey foram fechadas ao trânsito.
Só entra quem estiver credenciado para os eventos e os seguranças fazem questão de checar com atenção os documentos de todos que passam.
Protestos
Mas mesmo de longe, os manifestantes fazem questão de marcar suas posições.
No domingo - antes do início oficial da reunião - o Partido do Trabalho (PT) do México realizou um protesto nas ruas centrais da cidade que contou com cerca de 1,5 mil pessoas.
"Acreditamos que o projeto da Alca têm como objetivo perpetuar o sistema de exploração que existe no mund