Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2026

Lula: Brasil e Argentina vivem boa relação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, após o encerramento da Cúpula América do Sul - Países Árabes, que o Brasil está vivendo uma boa relação com a Argentina. Ele disse que o presidente argentino, Néstor Kirchner, foi embora quando terminou a reunião e que a declaração final já estava pronta. (Leia Mais)

Quarta, 11 de Maio de 2005 às 14:13, por: CdB

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira, após o encerramento da Cúpula América do Sul - Países Árabes, que o Brasil está vivendo uma boa relação com a Argentina. Ele disse que o presidente argentino, Néstor Kirchner, foi embora quando terminou a reunião e que a declaração final já estava pronta.

- Kirchener participou da reunião como todos os outros. Aliás, mais um pouco, porque nós tivemos o privilégio de jantar juntos, na segunda-feira à noite - disse Lula.

- Se tem uma coisa que está meio nervosa entre Brasil e Argentina, é o meu Coríntians - acrescentou o presidente.

Segundo ele, todo o resto está tranqüilo.

- Não tem nada entre Brasil e Argentina - afirmou.

De acordo com o presidente brasileiro, Kirchner e ele têm compreensão da problemática das relações comerciais entre Brasil e Argentina.

- Nós precisamos contruir um processo para que não fique apenas discutindo o varejo de um ou outro setor econômico que se sente prejudicado aqui e ali, porque isso vale para as duas partes - disse Lula.

O presidente considerou "extraordinária" a reunião dos empresários argentinos com o governo brasileiro e observou que é preciso construir uma nova etapa para a relação no médio prazo, mas sem perder de vista que os dois estados não podem ceder à pressão de um empresário de um setor apenas. Para ele, "é preciso ver o conjunto das necessidades dos dois países".

Lula destacou que os dois países precisam de harmonia para melhorar a qualidade de vida do povo.

- Muitas vezes, a Argentina reclama, e muitas vezes tem razão, porque nós precisamos, nestes acordos, de contribuir com uma discussão de que a Argentina possa fortalecer a sua industrialização. O que nós queremos para o Brasil, nós queremos para a Argentina, porque achamos que os países se necessitam.

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