Em entrevista ao Jornal da Globo, na madrugada desta quinta-feira, o presidente da República e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atacou a qualidade da educação no Estado de São Paulo. Lula acusou o governo tucano de tentar ocultar as condições precárias da educação em São Paulo. Segundo o candidato, São Paulo recusou-se a participar de uma pesquisa do governo federal que analisou o desempenho de 3,6 milhões de alunos em 41 mil escolas, "possivelmente para que nós não descobríssemos que São Paulo, que é o Estado mais rico, não tem a melhor qualidade de educação".
- Mas, como Deus escreve certo por linhas tortas e Deus é justo, veio o Enem e colocou a educação em São Paulo em oitavo lugar - afirmou Lula na entrevista.
Durante a entrevista, Lula falou em um tom informal, chamando a apresentadora Cristiane Pelajo de "minha querida" e o apresentador William Waack de "meu filho", e fez uso de metáforas populares.
- Eu já vi que você nunca foi pescador. Se você fosse pescador, você ia saber que enquanto a gente está pescando, é importante a gente comer um peixinho - afirmou ao apresentador William Waack.
O apresentador questionou o fato de o governo investir mais no Bolsa-Família, considerado um programa assistencialista, destinado a "dar o peixe", do que em projetos educacionais, que poderiam "ensinar a pescar", como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que ainda não foi aprovado.
- O Fundeb está no Congresso há um ano e meio, ele atrasa, mas ele não causa prejuízo. A fome não pode esperar, meu filho - afirmou.
Segundo ele, o Bolsa-Família foi criado para garantir aos pobres café, almoço e jantar.
- Isso está na Bíblia, isso está na nossa consciência de cristão e na nossa consciência de homem público - afirmou.