Rio de Janeiro, 17 de Fevereiro de 2026

Lula afirma que crise imobiliária dos EUA não afetará o Brasil

Segunda, 17 de Setembro de 2007 às 18:51, por: CdB

Em entrevista à imprensa, em Madri, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ter certeza de que a crise imobiliária americana não irá afetar o Brasil.

— Eu não tenho nenhum medo, e tenho muita certeza de que essa crise não irá afetar o Brasil, exatamente porque nós nos preparamos porque fomos vítimas da crise russa, fomos vítimas da crise asiática, e não queremos ser vítimas de uma crise em que os Estados Unidos têm que resolver o seu problema —, disse.

Lula disse que falará com o presidente dos Estados Unidos sobre o assunto na viagem que fará àquele país ainda este mês.

— O Brasil não comprou os títulos americanos, portanto eu vou encontrar meu amigo Bush agora, no dia 24, e vou dizer: Bush, resolva o problema da crise, porque nós não deixaremos ela atravessar o Atlântico e chegar ao território brasileiro —, afirmou.

O presidente Lula voltou a falar da importância da integração entre os países da América do Sul e o restante do mundo. E destacou que o Brasil tem relação “extraordinária” com todas as nações.

— Tem gente que achava que nós deveríamos brigar com a Bolívia por conta dos problemas do gás. Tem gente que acha que nós precisamos brigar com o Chávez. Eu quero mais é trazer o Chávez para o Mercosul e falta só o Congresso Nacional aprovar para que ele possa entrar no Mercosul. E as divergências que tivermos, nós vamos acertando —, afirmou.

Lula também elogiou a relação entre Brasil e Espanha e voltou a destacar que as duas nações defendem a democratização da Organização das Nações Unidas (ONU).

— Brasil e Espanha entendem que não é possível que a ONU hoje tenha a mesma estrutura que tinha há 60 anos. O mundo mudou, a geografia política do mundo mudou, e é preciso que a ONU se modernize, da mesma forma que Espanha e Brasil têm a mesma visão de que é preciso um mundo comercial mais justo, de que é preciso que a Rodada Doha concretize um acordo para nós empatarmos —, afirmou.

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