Contrariando a previsão do Banco Central divulgada nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que em 2009 o país terá crescimento econômico de 4%. Ele previu que o país não sofrerá recessão apesar da crise financeira global e dará prosseguimento a projetos governamentais.
- Apesar de gente dizer que o Brasil vai crescer 2,8% ou 3%, eu quero que os empresários saibam que no governo e na equipe econômica nós iremos trabalhar com a perspectiva de 4% - disse Lula em discurso divulgado pela Presidência.
Antes da declaração do presidente Lula, o Banco Central divulgou relatório em que previu alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,2% no ano que vem.
- Não vamos entrar em recessão. O país continuará crescendo. Certamente não crescerá 6 ou 7% como eu gostaria, mas poderá crescer 4% e vamos trabalhar com isso - afirmou.
Ele voltou a garantir que planos como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não serão interrompidos.
- Não haverá um só projeto do governo que seja paralisado por conta dessa crise. A gente enfrenta crise é lutando contra ela, criando novos paradigmas. Se a gente tentar resolver a crise com o mesmo paradigma monetário que a criou, nós não teremos solução de curto prazo - afirmou.
Como na semana passada, Lula afirmou que o governo poderá tomar novas medidas para combater os efeitos da crise.
As declarações foram feitas em discurso na presença do presidente da França, Nicolas Sarkozy, e da Comissão Européia, o português José Manuel Durão Barroso. Todos participaram de seminário com a presença de empresários europeus e brasileiros no hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro.
Sarkozy defendeu no mesmo evento que o Brasil tenha assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), demanda constante do governo brasileiro.
- Precisamos do presidente Lula como membro permanente do Conselho de Segurança - disse.
Como presidente da União Européia, Sarkozy realiza com Lula e Barroso a 2ª Cúpula Brasil-União Européia nesta segunda-feira.
Na terça-feira, Lula e Sarkozy terão encontro de cúpula quando deve ser assinada a compra pelo Brasil de cerca de 50 helicópteros de grande porte para transporte e deslocamento de tropas e um acordo para fabricação no Brasil, com tecnologia mista, de quatro submarinos convencionais e um submarino nuclear.
Sarkozy chegou ao Rio nesta segunda-feira acompanhado da primeira-dama Carla Bruni.