Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Lula admite 'racha' nos Estados mas quer unificar a campanha de Dilma

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva admite um 'racha' em sua base nos Estados nas eleições de 2010. Em entrevista, após votar neste domingo para a escolha dos novos dirigentes do PT. Lula afirmou que sua orientação é que a base se una para as eleições estaduais, entretanto, disse, “o que tem acontecido é que cada um olha sempre para o seu umbigo”. (Leia Mais)

Domingo, 22 de Novembro de 2009 às 11:36, por: CdB

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva admite um racha em sua base nos estados nas eleições de 2010. Em entrevista, após votar neste domingo para a escolha dos novos dirigentes do PT. Lula afirmou que sua orientação é que a base se una para as eleições estaduais, entretanto, disse, “o que tem acontecido é que cada um olha sempre para o seu umbigo e prevalece as questões dos Estados”.

Lula ressaltou que, no caso da base governista não conseguir se unir nas eleições estaduais no ano que vem, o importante é que se mantenha coesa em torno da provável candidatura presidencial da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

– Por mais que tenha mais de um candidato, o importante é que se mantenham unidos em torno de Dilma – afirmou.

O presidente reconheceu que dois palanques de partidos de sua base nos Estados podem dificultar a a provável candidatura de Dilma Rousseff. Para Lula, é sempre difícil para um candidato a presidente fazer uma campanha nessas circunstâncias.

– Parece fácil colocar no papel, mas na prática não tem como fazer dois discursos para dois candidatos diferentes – disse.

Crescimento da legenda

Lula também destacou, no final da manhã, a importância de o PT sair unido da eleição de seu diretório nacional com o objetivo de coordenar os trabalhos de campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à presidência da República. Depois de votar em Brasília, acompanhado da ministra, o presidente ressaltou que o PT, atualmente, é um partido "muito mais senhor da situação".

Ele destacou o crescimento da legenda nos últimos anos e o processo de consolidação pelo qual tem passado. Para Lula, o partido está "muito mais calejado" com os aprendizados da política. O presidente negou qualquer possibilidade de divisão partidária após a eleição do diretório.

– O que alguns chamam de divisão do partido, na verdade, é uma demonstração da riqueza, da pluralidade do partido – ponderou.

Perguntado sobre as crises pela qual o PT passou ultimamente, ele disse que o partido, hoje, está "maior, muito mais consolidado".

– Não existe na história da humanidade, na história política do mundo, um partido que, estando no poder, não tenha cometido erros. Isso aconteceu no mundo inteiro e aconteceu no PT. (...) Os erros cometidos devem servir de ensinamentos para que a gente não erre outra vez – concluiu.

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