O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta terça-feira a carências na Aeronáutica. Sem detalhar, durante cerimônia em homenagem ao Dia do Aviador, Lula disse que se empenha para resolver as dificuldades.
— Estou ciente das carências [da Aeronáutica] — afirmou o presidente, em mensagem dirigida aos militares, e lida pelo locutor. — Estou trabalhando pelas soluções a curto, médio e longo prazo — disse ele, em solenidade na Base Aérea de Brasília.
Na mensagem, o presidente afirmou ainda que o esforço é para elevar a Aeronáutica "à altura da estatura" política do país. Segundo especialistas militares, apenas um percentual mínimo da frota da Aeronáutica estaria em funcionamento, devido a problemas técnicos.
— Todos estamos trabalhando para que tenhamos uma FAB [Força Aérea Brasileira] da altura política do país com a capacidade operacional [necessária] — afirmou Lula via locutor, durante a cerimônia em que foram entregues medalha da Ordem do Mérito Aeronáutico.
Durante a solenidade, o presidente Lula, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, homenagearam várias autoridades militares e civis. Receberam medalhas os ministros Sérgio Machado (Ciência e Tecnologia) e Orlando Silva (Esportes), além de Cezar Peluso e Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), os governadores Jaques Wagner (Bahia) e Alcides Filho (GO), entre outros.
Plano
O ministro Nelson Jobim (Defesa) disse que a renovação da frota, lembrada pelo presidente em sua mensagem nesta terça-feira, passa pela implementação do Plano Estratégico Nacional de Defesa. Segundo ele, é necessário reestruturar as três Forças Armadas. De acordo com Jobim, as principais dificuldades estão localizadas na Aeronáutica e na Marinha.
— O Plano Estratégico Nacional de Defesa fixando as tarefas, o perfil, o ajustamento dos meios operacionais e aí surge a necessidade do equipamento. O equipamento não antecede. Nós vamos retomar tudo isso mas adequado ao projeto estratégico — afirmou Jobim, que também participou da cerimônia militar.
De acordo com Jobim, o conjunto de ações deverá ser definido no plano. Ele lembrou que "não se pode inverter" a ordem priorizando os equipamentos, sem pensar nos demais pontos. Ele não determinou prazos para executar as ações.