O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta segunda-feira, estar convencido de que a economia brasileira está “no caminho certo”. Em seu programa semanal Café com o Presidente ele admitiu, entretanto, que a previsão feita pelo Banco Mundial de que em 2016 o Brasil possa se tornar a quinta maior economia do mundo é um “desafio”.
– O que o Brasil precisa é ter vários anos de crescimento consecutivo para que a gente possa gerar mais empregos, mais renda, aumentar os ganhos dos trabalhadores. A sociedade vai ter mais poder de consumo, as empresas vão produzir mais e nós vamos gerar mais empregos. É uma roda gigante, que não pode parar nunca – disse.
Lula se declarou “satisfeito” com os números divulgados na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , que indicam que a taxa de desocupação em setembro ficou em 7,7% – a mesma de setembro do ano passado. Para o presidente, não é preciso fazer “nehuma invenção ou mágica” mas ter a consciência de que há espaço para mais crédito e desoneração em alguns setores.
– Temos que incentivar o povo brasileiro a comprar aquilo que ele ainda não tem – afirmou.
Pesquisa
Lula também recomendou que a população e os empresários brasileiros – sobretudo os micro e pequenas – “acreditem” em investimentos em inovação. Na semana passada, Lula se reuniu com empresários da cadeia produtiva brasileira. Segundo ele, aproximadamente 6 mil empresas do país investem em pesquisas e 30 mil, em algum outro tipo de inovação.
– Nesse mundo competitivo em que precisamos exportar mais e precisamos vender mais no mercado interno, há sempre uma disputa muito forte entre os vários setores empresariais – disse.
O presidente lembrou que o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) vai participar “de forma ativa” no estímulo à inovação. Para ele, se o governo conseguir convencer o setor empresarial de que deve participar, o país vai vivenciar “um avanço extraordinário”.
Lula comentou também o anúncio da adição de 5% de biodiesel ao diesel produzido no Brasil a partir de janeiro de 2010. Segundo ele, o adiantamento da medida em três anos – já que estava prevista apenas para 2013 – significa que a indústria automobilística está “segura” em relação à qualidade do chamado B5.
– O mais importante é que praticamente 85% das empresas que produzem o biodiesel são empresas que têm o selo social, que têm uma vinculação muito grande com a agricultura familiar e atendem o princípio da lei: fazer com que a produção do biodiesel pudesse gerar emprego, ajudando a agricultura familiar – concluiu.