Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026

Lula aciona obras em favela carioca

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta, no Rio de Janeiro, que "não é normal e não é justo o Rio aparecer na imprensa apenas nas páginas policiais". "É verdade que tem bandido, mas bandido tem em qualquer lugar". Lula participou, na estrada do Cantagalo, do início das obras de urbanização do complexo do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo. A obra está prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimento total de R$ 35,2 milhões, sendo R$ 26,4 milhões da União e R$ 8,8 milhões do governo estadual.

Sexta, 30 de Novembro de 2007 às 11:01, por: CdB

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta, no Rio de Janeiro, que "não é normal e não é justo o Rio aparecer na imprensa apenas nas páginas policiais. É verdade que tem bandido, mas bandido tem em qualquer lugar", disse.

Lula participou, no Cantagalo, do início das obras de urbanização do complexo do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo. A obra está prevista no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com investimento total de R$ 35,2 milhões, sendo R$ 26,4 milhões da União e R$ 8,8 milhões do governo estadual.

Lula disse que em março vai fazer um anúncio que mudará a imagem do Estado do Rio. "Nós vamos fazer o maior pólo petroquímico que o País já conheceu. É um investimento de US$ 9 bilhões e vai mudar a cara do Brasil na indústria petroquímica. Vamos entrar como top de linha", afirmou.

Lula afirmou que seria desnecessário qualquer discurso depois de ouvir o governador do Estado, Sérgio Cabral, assumir o compromisso de que, junto com a inauguração da obra, quem não tiver o título da sua terra, receberá. Com isso, segundo Lula, os moradores terão a certeza de que o terreno é seu "e que não virá nenhum prefeito ou governador "enxerido" tirar a população de lá com a polícia".

Lula disse que "rico que mora em morro é chique. Se é pobre, é vergonha":

– Se as pessoas moram em condições sofríveis e ainda não têm o título daquele pedacinho em que ele foi criado e criou seus filhos, tudo fica pior. Essa decisão justifica a gente ter um mandato, afirmou o presidente.

O presidente continuou:

– Não vamos dizer que vamos construir mansão, pois não temos dinheiro para isso. Mas vamos transformar esse local. Lula disse que o elevador que será instalado é "para o pobre subir o morro, com sacola ou com botijão de gás".


O ministro das Cidades, Márcio Fortes, disse que "o projeto deve ser chamado de PAC da comunidade, não PAC da favela".

– Vamos mudar a cara da comunidade, com urbanização, afirmou. "O PAC não é para guardar dinheiro, é para trazer felicidade e qualidade de vida para vocês", disse o ministro. Citando o presidente Lula, Fortes afirmou que o Brasil vai virar um "canteiro de obras".

Após encerrar a cerimônia o presidente seguiu para a casa do arquiteto Oscar Niemeyer, em Copacabana, numa visita que não estava na agenda oficial. Na parte da tarde Lula estará em Niterói, no bairro da Ponta da Areia para assinar convênios de encomenda de navios para a Transpetro.

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