Rio de Janeiro, 14 de Setembro de 2026

Lula acena com mais espaço para o PMDB no governo

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, em jantar com um grupo de parlamentares peemedebistas, nesta segunda-feira à noite, no Palácio do Planalto, que o PMDB deverá conquistar um espaço maior no governo, a partir de 2005. Segundo relato do senador Renan Calheiros, por volta da 1h, ao final do encontro, "o presidente foi muito caloroso e otimista, além de agradecer a lealdade de seus principais aliados no partido e afirmar que a participação do PMDB no governo ainda é pequena". (Leia Mais)

Terça, 14 de Dezembro de 2004 às 09:42, por: CdB

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, em jantar com um grupo de parlamentares peemedebistas, nesta segunda-feira à noite, no Palácio do Planalto, que o PMDB deverá conquistar um espaço maior no governo, a partir de 2005. Segundo relato do senador Renan Calheiros, por volta da 1h, ao final do encontro, "o presidente foi muito caloroso e otimista, além de agradecer a lealdade de seus principais aliados no partido e afirmar que a participação do PMDB no governo ainda é pequena".

Ainda segundo o senador alagoano, o presidente não decidiu ainda quando irá realizar a mudança em seu ministério, mas que busca aprimorar o relacionamento com as bancadas e quer o PMDB como um dos partidos da coalizão governamental. A permanência do PMDB no governo, segundo Lula, dependerá apenas da vontade dos parlamentares, e os ministros peemedebistas deverão permanecer em seus cargos.

- A convenção deste domingo, conforme afirmou o presidente, serviu para separar o joio do trigo - disse Calheiros.

O encontro, que durou cerca de duas horas, teve a presença dos ministros da Previdência Social, Amir Lando, das Comunicações, Eunício Oliveira, do presidente do Senado, José Sarney, do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros e do líder do PMDB na Câmara, José Borba. Ficou acertado entre eles que a interlocução com o governo será realizada será por aquele grupo, tanto no Senado quanto na Câmara.

Para Renan Calheiros, este é o seguimento natural das negociações entre o governo e o PMDB, pois "na verdade, a convenção não existiu".

- O que houve foi uma desobediência civil, pois uma liminar supendeu a convenção pela manhã, foi pedida uma reconsideração, também negada e, à noite, eles abordaram o presidente do Tribunal de Justiça do DF, mas ele não tinha jurisdição para julgar porque quem estava respondendo pelo Tribunal era o juiz de plantão, que concedeu a liminar - afirmou o senador.

A divisão no PMDB entre aqueles que defendem a permanência do partido na base aliada e os que pregam o rompimento com o governo ficou maior nesta quarta-feira, quando a comissão executiva decidiu adiar a convenção, como queriam os governistas, mas colocou o prazo de 48 horas aos dois ministros do partido para que deixassem os cargos. Como os governistas não aceitaram a decisão, ficou mantida a convenção neste domingo.

Sem o PMDB, uma das principais legendas da base aliada, o governo fica em situação delicada no Congresso. Segundo o senador José Sarney, os setores políticos do governo deveriam ter se mobilizado há mais tempo e, com isso, evitado que a situação chegasse a tal ponto. Os peemedebistas esperavam que Lula fizesse o convite para mais um ministério antes de a divisão se confirmar.

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