Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Lucro do Itaú dispara no segundo trimestre deste ano

Maior banco privado do país, Itaú Unibanco anunciou, nesta terça-feira, um salto de 35,8% no lucro líquido recorrente do segundo trimestre, praticamente em linha com o esperado por analistas. A instituição encerrou o segundo trimestre com ganho recorrente de R$ 3,298 bilhões, ante R$ 2,429 bilhões um ano antes.

Terça, 03 de Agosto de 2010 às 07:35, por: CdB
Maior banco privado do país, Itaú Unibanco anunciou, nesta terça-feira, um salto de 35,8% no lucro líquido recorrente do segundo trimestre, praticamente em linha com o esperado por analistas. A instituição encerrou o segundo trimestre com ganho recorrente de R$ 3,298 bilhões, ante R$ 2,429 bilhões um ano antes e uma média de sete previsões de analistas obtida pela agência inglesa de  notícias Reuters de R$ 3,206 bilhões. A carteira de crédito do grupo fechou junho em R$ 296,19 bilhões, avanço de 11,4% sobre o segundo trimestre de 2009, puxado por altas nos empréstimos a consumidores, notadamente nos segmentos automotivo e de cartão de crédito, e a pequenas e médias empresas. Em automóveis, a carteira do banco cresceu 11,2% no período, para 55,1 bilhões de reais, enquanto em cartões de crédito houve alta de 21,9%, para R$ 29,62 bilhões. No segmento de pequenas empresas, o crescimento foi ainda mais expressivo, de 26,3%, para R$ 68,6 bilhões, enquanto o crédito a grandes companhias recuou 1,3%, para R$ 91,98 bilhões. Na semana passada, Bradesco e Santander Brasil anunciaram crescimento em seus lucros de segundo trimestre, puxados por aumento nos financiamentos e queda nas provisões para perdas com crédito. No caso do Itaú, as despesas com reservas para perdas com financiamentos caíram para R$ 4,02 bilhões no segundo trimestre contra 4,252 bilhões de reais um ano antes. O índice de inadimplência de operações vencidas há mais de 90 dias encerrou junho em 4,6%, ante 5,4% um ano antes. "No trimestre, observamos a manutenção da tendência de melhora dos indicadores de performance de nossa carteira de empréstimos e financiamentos iniciada no terceiro trimestre de 2009 (...) A redução da inadimplência está diretamente associada ao atual momento do ciclo econômico brasileiro, caracterizado pela expansão do PIB", afirma o banco no balanço.
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