Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Lucro do Itaú bate recorde com juros altos e controle de calotes

Terça, 05 de Agosto de 2014 às 10:27, por: CdB
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A busca das empresas por crédito no país tende a aumentar neste semestre
O Itaú Unibanco teve lucro recorde no segundo trimestre, apoiado no efeito de maiores taxas de juros nas operações de crédito, no controle da inadimplência e em maiores receitas com serviços. O maior banco privado do país anunciou nesta terça-feira que teve lucro líquido de R$ 4,899 bilhões no período, alta de 36,7% ante mesma etapa de 2013. Em bases recorrentes, o lucro foi de R$ 4,973 bilhões, avanço de 37,3%. A previsão média de sete analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters para esta linha era de R$ 4,634 bilhões. A carteira de crédito teve evolução modesta, mas em ritmo superior ao de seus principais concorrentes privados, subindo 9,6% no acumulado de 12 meses, a R$ 487,623 bilhões, no conceito que inclui avais e fianças. Os destaques foram consignado (+62,1%), imobiliário (+26,1%) e cartão de crédito (+28,6%). O empréstimo para pessoa física evoluiu 12,4%. O crédito corporativo subiu 8,2%, a R$ 278,6 bilhões, liderado pelo segmento grandes empresas (+9,6%). O avanço dos empréstimos veio acompanhado de queda nos calotes, a oitava consecutiva. O índice de inadimplência da carteira, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, chegou a 3,4%, ante 4,2% um ano antes. Apesar de aumentar o crédito em ritmo superior ao de rivais como Bradesco e Santander Brasil, o Itaú Unibanco viu a inadimplência cair, ao contrário dos outros dois, que divulgaram seus números na semana passada. E o movimento do Itaú Unibanco foi alavancado pelo fato de o banco conseguir repassar aos clientes o custos maiores de captação devido ao aumento da Selic. A margem financeira com clientes deu um salto de 7,1% na base sequencial, para 12,7 bilhões. A despesa do Itaú Unibanco com provisão para perda com calote somou R$ 4,465 bilhões no período. Descontados valores com recuperação de crédito, o montante foi de R$ 3,23 bilhões, ante R$ 3,16 bilhões no trimestre anterior e R$ 3,65 bilhões em igual trimestre de 2013. Em outra frente, as receitas do banco com tarifas e serviços avançou 17,4%, para R$ 6,39 bilhões. Com isso, a rentabilidade sobre o patrimônio líquido, que mede como o banco remunera o capital de acionista, ficou em 23,7% no trimestre em bases recorrentes, o maior desde o terceiro trimestre de 2010. O número foi de 22,6% de janeiro a março e 19,3% em igual etapa de 2013.
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