Rio de Janeiro, 09 de Fevereiro de 2026

Lucro do Bradesco sobe e surpreende até os analistas financeiros

Segunda, 06 de Agosto de 2007 às 09:16, por: CdB

O lucro do Bradesco, neste segundo trimestre, atingiu a cifra de R$ 2,302 bilhões, levado pela venda do investimento na siderúrgica Arcelor Brasil e de parte da empresa de informações de crédito Serasa. O resultado final de abril a junho contabiliza itens extraordinários que geraram contribuição líquida de cerca de R$ 500 milhões. Sem esses efeitos, o lucro recorrente do Bradesco teria sido de R$ 1,801 bilhão, em linha com a previsão média de analistas financeiros.

O lucro recorrente cresceu 12,4% na comparação com o mesmo intervalo de 2006, quando o maior banco privado do país teve ganho de R$ 1,602 bilhão. O retorno sobre o patrimônio líquido médio da instituição, importante indicador da rentabilidade de um banco, foi de 28,9% no segundo trimestre, considerando o lucro ajustado. Esse índice ficou estável em relação aos primeiros três meses de 2007.

A carteira de crédito total, somados os avais, fianças e cartões de crédito, atingiu R$ 130,819 bilhões no encerramento de junho, crescimento de 22,9% em um ano. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 49,832 bilhões (com crescimento de 21,9%), enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram R$ 80,987 bilhões, ou um avanço de 23,5%.

O lucro obtido na intermediação financeira nos três meses encerrados em junho foi de R$ 4,360 bilhões, ante R$ 3,835 bilhões no mesmo intervalo do ano passado. No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido do Bradesco, incluindo itens extraordinários, ficou em 4,007 bilhões de reais, ante resultado positivo de R$ 3,132 bilhões de janeiro a junho de 2006.

"A origem do lucro (no semestre) é composta de 2,782 bilhões de reais oriundo das atividades financeiras, que correspondem a 69 por cento do lucro líquido, e 1,225 bilhão de reais gerado pelas atividades de Seguros, Previdência e Capitalização, que representaram 31 por cento do lucro líquido", informou o Bradesco em fato relevante à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O banco encerrou junho com com ativos totais de R$ 290,568 bilhões, expansão de 24,7% em 12 meses.

Redecard

Em nota ao mercado, o banco Itaú informou, nesta segunda-feira, que a operação de venda de parte da Redecard terá impacto após impostos de R$ 1 bilhão no resultado terceiro trimestre deste ano. O banco continua participando do controle da Redecard, uma das empresas líderes da indústria de cartões de pagamento no mercado brasileiro.

O Itaú tem agora participação de 23,21% na Redecard, depois de ter vendido o correspondente a 8,73% do capital total da Redecard na Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) da companhia.

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