Rio de Janeiro, 12 de Setembro de 2026

Lucro do Bradesco é maior do que previam analistas de mercado

Quinta, 24 de Abril de 2014 às 12:46, por: CdB
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O Bradesco volta a lucrar na casa dos bilhões. Nunca antes na história desse país a banca ganhou tanto dinheiro
O Bradesco abriu nesta quinta-feira a temporada de divulgação de resultados de grandes bancos no Brasil do primeiro trimestre com lucro acima do esperado por analistas, com queda na inadimplência e despesas com pessoal controladas. Mas o resultado veio também com indicações de aumento futuro na inadimplência e com a primeira queda sequencial da margem financeira com juros desde o segundo trimestre do ano passado. O segundo maior banco privado do país teve lucro líquido de R$ 3,44 bilhões no primeiro trimestre, alta de 18% ante o resultado positivo de igual período de 2013. Em bases recorrentes, o lucro foi de R$ 3,47 bilhões de janeiro a março, avanço também de 18% na comparação anual. A previsão média de seis analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters apontava que o banco teria lucro recorrente de R$ 3,38 bilhões. A margem financeira com juros, que vinha crescendo desde o segundo trimestre do ano passado, recuou 0,3% sobre os três últimos meses de 2013, numa indicação de dificuldade no repasse de juros maiores. No período, a margem com juros somou R$ 10,95 bilhões, valor 4,2% acima do obtido um ano antes. As receitas com prestação de serviços foram de R$ 5,28 bilhões, expansão de cerca de quase 15% sobre o primeiro trimestre do ano passado. Já as despesas administrativas e com pessoal subiram num ritmo bem inferior, com alta de 3,9%, ante o primeiro trimestre de 2013. No comparativo com os três últimos meses do ano passado, essa linha do resultado apresentou queda de 7,5%. Em 12 meses até março, o número de funcionários do Bradesco caiu de 102,79 mil para 99,55 mil. O retorno sobre o patrimônio líquido médio recorrente – importante indicador da rentabilidade de instituições financeiras – chegou a 20,5%, melhor nível dos últimos sete trimestres, segundo o Bradesco. As ações preferenciais do Bradesco subiam 0,94% às 11h03, enquanto o Ibovespa tinha queda de 0,62%. Carteira de crédito No fim de março, a carteira de crédito do Bradesco somava R$ 432,3 bilhões, avanço de 10,4% em 12 meses e de 1,2% no trimestre. Destaques na área de pessoa física foram recuo de 13,6% nos financiamentos para veículos e altas de 25,2% na carteira de crédito consignado e de 36,5% nos empréstimos imobiliários ante março de 2013, mantendo preferência do banco pelo foco em linhas de menor risco. A expectativa do Bradesco para o crescimento da carteira de crédito em 2014 é de 10 a 14%. O índice de inadimplência, medido pelo saldo de operações vencidas com mais de 90 dias, foi de 3,4%, ante 3,5% no fim de 2013 e 4% um ano antes. Mas os indicadores de inadimplência futura mostraram altas na pessoa física e jurídica entre o quarto trimestre de 2013 e o primeiro trimestre deste ano. Entre pessoas físicas, o índice de calotes em operações vencidas entre 61 e 90 dias subiu de 1,05 para 1,12%, enquanto entre empresas cresceu de 0,52 para 0,72%. O Bradesco afirmou no balanço que esse crescimento na inadimplência entre 61 e 90 dias deveu-se a "em parte, pelo efeito sazonal dos clientes do segmento varejo (tanto pessoa física como jurídica), bem como a entrada de alguns casos pontuais de clientes do segmento 'Corporate' e 'Empresas'". As despesas com provisões para perdas com crédito foram de R$ 2,86 bilhões no primeiro trimestre, queda de 8% no ano a ano e redução sequencial de 3,4%. O Bradesco terminou março com ativos totais de R$ 922,2 bilhões, alta de 3,1% em 12 meses.
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