O Banco do Brasil, a maior instituição financeira do país, anunciou nesta segunda-feira um lucro de R$ 1,546 bilhão no segundo trimestre. A alta foi de 52,5% em relação ao mesmo período do ano passado. No primeiro semestre, o ganho acumulado foi de R$ 3,888 bilhões, avanço de 96,5% em relação ao obtido na primeira metade de 2005, passando até o lucro do Bradesco, maior conglomerado financeiro privado do país, que entre janeiro e junho, o Bradesco registrou lucro de R$ 3,132 bilhões. Segundo maior banco do país, o Itaú, teve lucro de R$ 1,498 bilhão, no segundo trimestre, e R$ 2,958 bilhões, nos primeiros seis meses do ano.
O resultado do Banco do Brasil, no entanto, melhorou de forma extraordinária no segundo trimestre de R$ 899 milhões, líquido de impostos, decorrente de fechamento de acordo sobre o Fundo Paridade Previ. Além disso, o resultado inclui outro efeito extraordinário, apropriado ainda no primeiro trimestre deste ano, com a ativação de R$ 1,9 bilhão em créditos tributários. O banco estatal acumula ativos no valor de R$ 273,8 bilhões e depósitos totais de R$ 139,9 bilhões. O número de correntistas pessoas físicas elevou-se para 22,2 milhões, com elevação de 750 mil no semestre. A instituição tem ainda 1,5 milhão pessoas jurídicas como correntistas.