Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Lucro de bancos europeus chega acima dos níveis previstos

O lucro do HSBC no primeiro semestre mais do que dobrou em relação a um ano antes, superando com folga estimativas de analistas. O resultado foi apoiado em queda nas perdas com crédito, que recuaram ao menor nível desde o início da crise financeira.

Segunda, 02 de Agosto de 2010 às 09:00, por: CdB

O lucro do HSBC no primeiro semestre mais do que dobrou em relação a um ano antes, superando com folga estimativas de analistas. O resultado foi apoiado em queda nas perdas com crédito, que recuaram ao menor nível desde o início da crise financeira. HSBCO HSBC teve lucro antes de impostos de US$ 11,1 bilhões nos seis meses encerrados em junho, alta ante os US$ 5 bilhões de um ano antes e acima da previsão média do mercado, de US$ 9,1 bilhões. Encargos com crédito e outras provisões para financiamentos caíram para US$ 7,5 bilhões na primeira metade do ano, US$ 6,4 bilhões a menos em relação ao registrado um ano antes. – Obviamente se nós tivermos uma queda dupla na economia as coisas vão ser diferentes, mas, no momento, as condições para o resultado continuam firmes – afirmou o diretor financeiro da instituição, Douglas Flint. Cenário otimista Outro grande banco europeu, o francês BNP Paribas, segundo maior banco da zona do euro, apresentou nesta segunda-feira lucro acima do esperado pelo mercado e informou que o cenário para o terceiro trimestre será de crescimento, conforme a confiança dos investidores nos bancos da Europa melhora. O lucro líquido subiu 31% na comparação anual com menores provisões para perdas com crédito e forte atividade no segmento de varejo que minimizou condições voláteis do mercado financeiro que prejudicaram a divisão de banco de investimento. O banco teve lucro líquido de 2,1 bilhões de euros (US$ 2,7 bilhões) no segundo trimestre ante previsão de 12 analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters de ganho de 1,7 bilhão. As provisões do BNP para o segundo trimestre caíram pela metade, para 1,1 bilhão de euros (US$ 1,4 bilhão), o menor nível em dois anos. A expectativa dos analistas era de provisões de 1,5 bilhão. O braço de banco de investimento sofreu uma queda de 30% na receita ante um ano atrás, e 28% sobre o trimestre anterior, por conta de uma baixa na atividade do mercado de capitais que também afetou concorrentes como o Goldman Sachs e Deutsche Bank.

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