Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Lucro de banco supera previsão de analistas, apesar da crise

O Itaú Unibanco teve crescimento modesto da carteira de crédito e novo pico de inadimplência no terceiro trimestre, mas seu lucro recorrente superou as estimativas e o banco reduziu as provisões para perdas esperadas com calotes. (Leia Mais)

Terça, 03 de Novembro de 2009 às 11:31, por: CdB

O Itaú Unibanco teve crescimento modesto da carteira de crédito e novo pico de inadimplência no terceiro trimestre, mas seu lucro recorrente superou as estimativas e o banco reduziu as provisões para perdas esperadas com calotes. O maior banco privado brasileiro fechou o período com lucro líquido de R$ 2,268 bilhões, uma queda de 11% em relação ao lucro líquido proforma de R$ 2,551 bilhões no terceiro quarto de 2008. Em bases recorrentes, porém, o lucro de julho a setembro foi de R$ 2,687 bilhões, praticamente estável ante os R$ 2,677 bilhões em igual intervalo do ano passado. A previsão média de oito analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters era de lucro recorrente de R$ 2,493 bilhões.

No fim do terceiro trimestre, a carteira de crédito do grupo somava R$ 268,693 bilhões, mostrando uma expansão de 5,5% em relação aos R$ 254,766 bilhões em 12 meses. O desempenho foi prejudicado pelo efeito da valorização do real frente a moedas estrangeiras nas operações internacionais e nos financiamentos para grandes empresas, informou o banco. O índice de inadimplência da carteira, medida pelo total de operações vencidas em prazo superior a 90 dias, era de 5,9% no final de setembro, ante 5,4% de junho e de 3,8% de setembro do ano passado.

Mas houve queda no nível de operações vencidas há mais de 60 dias, o que pode indicar que o pior momento foi ultrapassado, segundo o banco. Por outro lado, os reflexos da crise financeira internacional continuaram a afetar a qualidade da carteira de empréstimos para empresas, explica o relatório. "A análise dos níveis de inadimplência da carteira de crédito revela cenários distintos para as carteiras de clientes pessoa física e pessoa jurídica", diz trecho do documento.

Enxergando sinais pontuais de melhora, o banco reduziu em 7,1% as provisões para perdas esperadas com calotes em relação ao final de junho, para R$ 4,669 bilhões. A receita total com tarifas no período foi de 3,85 bilhões de reais, 0,73% maior do que a apurada entre julho e setembro do ano passado. A instituição, formada com a fusão entre Itaú e Unibanco há exatos 12 meses, fechou o terceiro trimestre deste ano com rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) de 18,9% ante 23,3 um ano antes. Em bases recorrentes, o ROE foi de 22,4%, ante 24,5%.

Os ativos totais do banco em 30 de setembro eram de R$ 612,399 bilhões, ante R$ 577,97 bilhões 12 meses antes. Em 2009, o número total de funcionários do grupo encolheu em 6,062 mil, para 102.754 empregados.

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