O lucro das empresas encolheu 3,3% nos Estados Unidos, nos quatro últimos meses do ano passado, informou nesta quinta-feira o Departamento de Comércio. O relatório do governo norte-americano também confirmou que o crescimento econômico do país praticamente parou, com uma desaceleração para uma taxa anualizada de 0,6%. Analistas financeiros previam que o lucro caísse, no máximo, 0,1%, mesmo com a crise no mercado de hipotecas de alto risco (subprime) que afetou a expansão da economia. Em todo o ano de 2007, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu apenas 2,2%, na menor média desde 2002.
Apesar nas más notícias, o dólar operava perto da estabilidade no meio da manhã, com variação positiva de 0,06%, a R$ 1,728, às 10h26, embora o mercado de câmbio, após o recuou na cotação da moeda norte-americana nas duas últimas sessões, permaneça voltado ao comportamento do setor externo. O risco-Brasil caía 8 pontos-básicos e, no mercado futuro, os estrangeiros têm voltado a vender dólares nos últimos dias, em parte se desfazendo da posição comprada que adotaram no auge da crise global de crédito, há cerca de duas semanas.
Auxílio-desemprego
O número de pedidos de auxílio-desemprego, nos EUA, recuou em 9 mil unidades na semana passada e alcançou o total de 366 mil, segundo o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. Em relatório divulgado nesta quinta-feira, o governo norte-americano aponta que, nas quatro últimas semanas, até 22 de março, houve um aumento de 1.750 solicitações, para 358 mil, ante à média anterior de 356,250 mil.
Os dados obtidos na média de quatro semanas são considerados os indicadores mais adequados para constatar o estado do mercado de trabalho, pois compensa eventos passageiros como greves, problemas meteorológicos e feriados. Segundo analistas, o aumento de novos pedidos de auxílio-desemprego de 300 mil a 325 mil em uma semana reflete um crescimento positivo do emprego.