Rio de Janeiro, 13 de Outubro de 2026

Lucro da Vivo cresce após controle de custos e mais assinantes

Terça, 11 de Novembro de 2008 às 09:56, por: CdB

O controle dos custos e a elevação da base de assinantes com menor índice de subsídios levaram a Vivo Participações a um forte crescimento no lucro líquido no terceiro trimestre do ano, para R$ 129,8 milhões. Em igual período do ano passado, o ganho da maior operadora de celular do país havia sido de R$ 4,4 milhões, cifra que chega a R$ 42,6 milhões quando combinada aos resultados da Telemig Celular, adquirida pela Vivo.

O presidente da Vivo, Roberto Lima, destacou que, enquanto a receita líquida cresceu 13,7%, a receita de serviços teve um incremento de 28%, ao passo que as despesas cresceram 14% (metade do aumento da receita). O custo de aquisição por cliente, por exemplo, foi de R$ 76 no terceiro trimestre, com uma queda de 31,5% em relação ao mesmo trimestre de 2007.

De acordo com a companhia, isso se deve ao fato de que quase 50% dos novos clientes terem sido efetivados sem subsídio e da maior entrada de clientes na tecnologia GSM, que possui custo inferior. As despesas gerais e administrativas caíram 11,4% e o total dos custos operacionais foi 7,3% maior que no mesmo período de 2007, de R$ 3,527 bilhões.

Investimentos

Em 2008, a Vivo executa o maior plano de investimentos de sua história, de R$ 6,08 bilhões, por conta da compra das licenças de terceira geração e implantação dessa nova rede, além da compra da Telemig Celular e da expansão para novos Estados do Nordeste, Pelotas (RS) e Franca (SP), com a qual conquistou cobertura nacional.

Para 2009, o orçamento ainda não foi aprovado, mas Lima diz que "não gostaria de reduzir os planos de investimentos". Segundo ele, "a restrição ao crédito ainda não chegou ao consumidor" e a própria Vivo também não sentiu qualquer dificuldade de captar recursos até o momento.

– Mas os bancos estão preocupados – admitiu Lima.

Com a própria geração de recursos da operação e mais de 50 por cento do endividamento no longo prazo, Lima acredita que a empresa "não vai ter grandes problemas para administrar o caixa".

A dívida líquida no terceiro trimestre era de R$ 3,998 bilhões, enquanto o caixa era de R$ 1,971 bilhão.

Saúde

Para o presidente da Vivo, o aumento da concorrência "faz parte das contingências do jogo e nos leva a reforçar o nosso diferencial, que é baseado na qualidade". Recentemente, enquanto a Vivo estreou em dois Estados da região Nordeste (Pernambuco e Ceará), passou a contar com duas novas rivais no Estado de São Paulo: Oi e "aeiou".

Segundo o executivo da Vivo, a empresa "vai lutar com as suas armas para manter a participação de mercado", que hoje é de 30% dos assinantes e 32% das receitas, "mas de uma maneira extremamente saudável", acrescentou.

– Em épocas de turbulência, é bom cuidar da saúde – disse Lima, em entrevista à agência inglesa de notícias Reuters.

De acordo com Lima, a Vivo é a companhia "com menor número de reclamações por mil" dentro dos parâmetros avaliados pela Anatel, marca que ele não pretende alterar diante da concorrência ou das turbulências do mercado financeiro.

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