A Embraer teve lucro líquido de R$ 587,7 milhões no último ano, quase a metade do R$ 1,179,3 bilhão de 2002. Segundo a empresa, os motivos da queda nos resultados são 'as condições e o cenário adverso do setor aeroespacial' em 2003.
- O crescimento da economia mundial ficou abaixo do esperado, o que, combinado com os efeitos da guerra no Iraque e da síndrome respiratória severa aguda (Sars), fez com que a recuperação plena do tráfego aéreo mundial fosse postergada ainda mais - afirmou a Embraer.
De acordo com a empresa, a aviação comercial continuou 'atravessando sua maior crise, com significativos prejuízos acumulados pelas grandes empresas aéreas em todo o mundo, com a manutenção de uma percepção de risco elevado para o negócio e com a conseqüente escassez do volume de recursos disponíveis para a estruturação do financiamento das vendas'.
A empresa também citou como obstáculo o atraso na obtenção da certificação final do jato Embraer 170, que ajudou a reduzir o volume de entregas em 2003. Em vez das 148 aeronaves previstas, a Embraer entregou 101 no ano passado.
A receita líquida caiu 15,2% no ano, para R$ 6,57 bilhões. Essa redução, junto com as perdas cambiais, fez a lucratividade da empresa baixar de 15,2% para 8,9%.
A Embraer ressaltou que encerrou o ano passado com caixa líquido (disponibilidades menos endividamento total) de R$ 642,2 milhões. O 'contas a receber' caiu 57,6%, para R$ 1,04 bilhão.
Segundo a empresa, esse 'expressivo resultado, num cenário financeiro internacional adverso' só foi conseguido graças ao apoio do governo, em especial do BNDES, que 'dentro das ações voltadas ao incremento das exportações brasileiras' viabilizou o financiamento de parcela significativa das exportações da Embraer.
No quarto trimestre de 2003, o lucro líquido caiu 56% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo R$ 280 milhões. Porém, segundo a Embraer, ao longo dos trimestres de 2003 o lucro cresceu 'devido ao maior número de aeronaves entregues e ao ganho na variação cambial de R$ 24,4 milhões'. A receita líquida de outubro a dezembro do último ano somou R$ 1,929 bilhão.
Rio de Janeiro, 11 de Setembro de 2026
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