Maior fabricante de aviões comerciais do mundo e segunda maior fornecedora do Pentágono, a Boeing manteve suas previsões de desempenho inalteradas para este ano e 2008, sugerindo que o boom do mercado aeroespacial dos últimos anos pode estar se nivelando. A indústria, que compete com a européia Airbus pelo domínio do mercado de aviação, publicou lucro líquido trimestral de US$ 877 milhões, ou US$ 1,13 por ação, comparado com resultado positivo um ano antes de US$ 692 milhões, ou US$ 0,88 dólar por ação.
Analistas em Wall Street esperavam, em média, lucro de US$ 1,01 por ação, segundo pesquisa da agência inglesa de rattings Reuters Estimates. As vendas da companhia cresceram 8%, para US$ 15,4 bilhões. Analistas esperavam US$ 15,04 bilhões, em média. O lucro foi impulsionado por entregas maiores de jatos comerciais no trimestre. A empresa despachou 106 aviões aos clientes, alta em relação às 98 unidades no mesmo período do ano passado.
Para o ano, a Boeing manteve sua previsão de lucro de entre US$ 4,55 e US$ 4,75 por ação. Wall Street espera US$ 4,8, em média. A companhia prevê faturamento de US$ 64,5 bilhões a US$ 65 bilhões, enquanto o mercado aguarda vendas de US$ 65,63 bilhões, em média. A Boeing informou que ainda espera entregar de 440 a 445 jatos comerciais este ano.