Lucas Zen sempre foi considerado uma joia no Botafogo. Desde 2003 no clube a aposta já começa a render frutos, a ponto de impressionar Caio Júnior, que vê um futuro brilhante para o jovem e retorno no futebol e financeiro para o Glorioso. Hoje titular, o volante impressiona pela maturidade, nem parecendo que está completando apenas 20 anos.
Lucas Zen sempre foi considerado uma joia no Botafogo. Desde 2003 no clube a aposta já começa a render frutos, a ponto de impressionar Caio Júnior, que vê um futuro brilhante para o jovem e retorno no futebol e financeiro para o Glorioso. Hoje titular, o volante impressiona pela maturidade, nem parecendo que está completando apenas 20 anos.
Dentro de campo, Lucas Zen joga como um veterano, leal, discreto e eficiente, marcando, jogando de cabeça erguida e errando poucos passes. Fora das quatro linhas, tem educação, discernimento nas palavras, profissionalismo e dedicação total. A postura, elogiada por todos, mostra um pouco da base familiar e um pouco do sacrifício do jogador.
– Talvez seja pela minha maneira de ser, sempre joguei futebol e estudei. Desde cedo, saía de casa 6h e chegava quase 20h. É claro que meus pais me ajudavam, mas aprendi muito nesse período tendo de me virar –, diz Lucas Zen, que só deu uma pausa nos estudos quando foi efetivado nos profissionais do Botafogo.
– Ia cursar administração na Universidade Federal Fluminense (UFF), mas tinha medo de não conseguir conciliar com os treinos. Pensei mais na área profissional e em um sonho que sempre tive, de ser jogador de futebol –, lembra.
Parar de estudar, porém, não passa pela cabeça de Lucas Zen, que planeja futuramente voltar à faculdade. Por enquanto, já fluente no inglês, concentra-se no curso de espanhol, dois dias por semana.
O aprimoramento que busca na vida também procura no futebol. Assim, aproveita cada recurso disponível no Botafogo, como musculação, nutrição, psicologia e até dorme no CT para evitar perder tempo de deslocamento. Não à toa, Caio Júnior revelou que o jovem é o jogador mais completo do clube nas avaliações físicas.
– Fico feliz com a aposta da comissão técnica. Estou tendo uma boa sequência, quero me estabelecer. Os companheiros têm sido fundamentais, com conselhos e dicas sobre posicionamento –, explica, com a humildade habitual.
A concentração dentro de campo não o permitiu sequer perceber a presença de uma torcida especial na vitória contra o Coritiba: os familiares, metade de Padre Miguel e metade dos Estados Unidos, levaram uma bandeira "Fã-clube Lucas Zen". Às vésperas do primeiro clássico como titular, contra o Flamengo, o melhor presente que ele pode receber é a vitória domingo e a afirmação como titular.
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