A peça infantil ´Alice no País das Maravilhas´´, protagonizada pela atriz Luana Piovani, reestreou no Rio este fim de semana graças a uma liminar obtida na Justiça e em meio a uma polêmica com o juiz da 1ª Vara da Infância e Juventude, Siro Darlan. Mas o caso está longe de ter acabado. O magistrado, segundo fontes do Fórum do Rio de Janeiro, deu entrada em uma apelação contra a peça.
Uma hora antes da apresentação de sábado, por volta das 16h30, comissários do Juizado de Menores estiveram no teatro Odylo Costa Filho, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Maracanã, Zona Norte do Rio, e tentaram embargar o espetáculo por falta de alvará.
Os produtores entraram na Justiça e obtiveram a liminar, válida apenas para as apresentações de ontem e hoje. No sábado, a peça começou com uma hora e meia de atraso. Cerca de 700 pessoas esperaram o início do espetáculo. Hoje, não houve atraso.
De acordo com o juiz, a produção da peça não cumpriu algumas exigências feitas pelo Ministério Público Estadual e por isso não conseguiu o alvará. Darlan não soube listar as exigências.
- Vou examinar o processo amanhã e ver quais são as exigências. Algumas pessoas acham que estão acima da lei e não estão. Seja Zeca Pagodinho, seja Luana Piovani, a lei é para todos - disse Darlan.
No domingo, depois da apresentação, a atriz criticou a tentativa de embargo da peça.
- Tem muita gente que precisava só fazer um curso de teatro e ir para o palco ser ator, em vez de ficar querendo conseguir espaço hoje, velho, já totalmente frustrado. É gente que não conseguiu seus 15 minutos de fama quando era jovem e está tentando agora -, disse Piovani.